Thursday, January 14, 2010

textures for blind hours


on reperousing the most powerful strings of symbols at your chest, I have understood nothing at all.
so far. as a patient of severe deprivation within your boundless camp of conflicting temperatures and philosophies.
perhaps later my understanding be otherwise. though my vessel is notoriously weak, it cannot compromise my flights over the fire. my dreams are also the most skillful collectors of fire. sure, I speak of fires out in the open. yes, in the Open, because Fires know nothing of closures at all. I love very much when ignorance is total.
on reperousing your codes, one by one, silently, in the mist of several senses melting together a sensation of desirable encounter and metaphysical impossibility... the sweetest pages of skin burn smoothly at all libraries now, perfectly unanimous and intimate.
this Hour is not my possession. its internal springs tend increasingly to overcharge the motion that has started before dawn, unnoticed.
on reperousing such bodily central textures of yours... the total number of compossibilities rise to my highest layers of imaginings...
shall I daresay nothing but a secret? For a secret must be invented so that all geography be regenerated.
I imagine I recall the very first drums of the very first bodies

Sunday, January 10, 2010

ressenti dépourvu


s'évade et s'échappe ici
ce qui autrement réalise l'absurde fleur
de personne

cycle de base


La vérité est que la soif coule plus forte et plus puissante que les eaux.

Je prierai aux femmes liquides: à la dame du fleuve, à la dame du lac et à bien d'autres qui savent pourquoi un peu de neige ou de pluie ou de vapeur peut sauver ce qui autrement... absurde. Une soif à contre-courant de toutes les oscillations corporelles qui finissent par reposer un instant en automne.

Surface


la surface de mon corps progresse vers l'idée de l'infini

Wednesday, January 6, 2010

Amar é quando.


Amar é quando.
Diria que os pronomes são falsos, criam locais desertos no início das horas.
Depois, os pronomes descem para as linhas de água e correm em busca de remotas bocas sedentas. Aí, acontece: nascer-se, morrer-se.
Nós, Tempo. Nós, Ser.
Uma vírgula entre tu e eu, como entre a vida e a morte, deve suspender um ligeiro vento apenas. Vida, morte.
Um vento sem estórias nocturnas por onde se perder os sentidos. De onde a onde. por onde. a luz regressando às mãos. ultimamente. depois. ao amanhecer. no coração da noite. sobre a última ferida do tempo-antes-de-quando. Pois, amar é quando.
Exactamente

Tuesday, December 29, 2009

Forças


Peço desculpa pela chuva e pela neve.
Hoje, chovi e nevei bastante.
Amanhã, serei todo uma melhor meteorologia para preparar novas leis. Sobretudo as leis das tempestades, que carecem de melodias e de fábulas com frutos que não morrem.
São muito ácidos os frutos que morrem, o seu ácido ameaça e estremece na imaginação, mesmo quando ainda estão doces. A juventude é uma imortalidade efémera. Preparo um livro com n páginas de n jovens, inteiramente sobre o voo trémulo das borboletas.

Tuesday, December 15, 2009

Silencio


Assaltar o silêncio pelas traseiras da noite. urge.
para que uma palavra abra chamas no centro da madeira da porta. híbrida. meio-mulher meio-leão meio-sol.
principiar sem ansiedade pelo fim do conto. principiar à sombra implícita no coração. vários músculos e o vazio que contrai e dilata como as memórias da boca. duas bocas, inúmeros lábios. coerentemente líquidos como os enigmas robustos no leito. vapor, pedra, nuvem interior.
conto-me coisas e fico muito íntimo de mim. no direito e no avesso. nos vários estratos de pele descontínua e aleatória nas colisões infinitas com o possível e o outro. o devorador.