Monday, November 8, 2010

song as raw as motion

Fictional Light



the atainment of the wine of truth is a spectacle that gods would restrict to themselves. no longer. the universe moves with my minute vessels. toward my most robust dreams of energy. Aboriginal. Absolute.

the dilemma of night and day must be incarnated in every wall against which my flesh brings the new cycle of sun. often cruel. always radical. longing for wombs and lips and elementary forces.

no ground on the whole aimed at Down. no law of physics. no Ariadne's thread but your stones on which my stones shall rest in war.

the walls demand our best muscles in order no to break in darkness as plural as my souls and their exceptions and many bodies and uncountable fibres. of mine. of yours. wholly yours from scratch. descended from the future. sparrows shall not fall. Nor Die. write it down on the chest of the Fiction

Gratidão Incondicional



Também as mãos se destinam ao barro como deus se destina à noite. A vocação é a obra anti-absurda - com gratidão incondicional pelo-que-é, pelo-que-pode-ser... pelo-vai-e-vem entre alfa e omega, intensamente laborioso e inteiro como as melhores ondas de outono.
Ignoro toda a arte da navegação. Não compreendo como acontecem oceanos e travessias. Nem como acontece o desejo de embarcar. Já perdi vários portos, transmutou-se a matéria do porto essencial. Lembro-me que estava no coração da biblioteca quando o meu irmão me falou da queda com palavras quebradas. Todos os pinheiros que havia no centro dos livros daquele dia rasgaram conexões alfabéticas nos meus melhores músculos. A esfinge mordeu no livro sagrado.

Há muitas metáforas para a vida; todas elas são verdadeiras se tiverem uma raiz de chamas inconsumíveis...
Hoje a minha imaginação é marítima. Lança-me espuma tão funda pelas veias do meu abismo finito que se dissolve a quase-loucura em quase-nada. Persiste um barro abstracto na palma da mão impaciente pela recriação das formas possíveis... a intimidade da génese... infinito no finito... confusamente grato por-tudo-em-nada...

Tuesday, November 2, 2010

Midnight

The earliest poem says midnight

from line to line facing the silenced spasms crushing images breathing
off times and times

I stress midnight poems
the tensions that ensure some Art
within hunger green and furious
midnight muscle tissues

also written are expansions of utopian rhythms
almost midnight partakes this crowd off
contraries