Tuesday, April 12, 2011

many marshes within


haunted by those spore capsules seeds soft leaves over me un-re-born

your face approaches very closely stopping closely never known why

your breast is on my way at mid-life or mid-air or mid-pain
how much how long you move yourself this is the voice and the way

time should not be the dead end you taste at that age when you wish a different age
maybe earlier before those wars when you wish not be gone to a different age

a new medium location drama at the heart of a possible city
you don't remember the blood when everything is accidental and yet say chaos the truth the moment memorable for an un-re-born kid like me
keep saying it your head out of the window this is how you became the ferocious animal that may save art and art may save the veins of Spring

ansiedade venenosa das pedras


sempre no coração do construtor a realidade tem hálito verde

às vezes um segredo arranca a densidade da sombra dos pássaros

ou dos seios plenos e vazios de cintilante ausência de uma semente

Tudo é semente. Mesmo as cinzas as ondas as pedras do meio-dia

Ainda Nunca o círculo dos impulsos a trama do instante
como um primeiro beijo que desfaz uma certa geografia

a ansiedade venenosa das pedras na boca
última aragem de um rio entre as chamas

uma fúria fresca de montanha
falésia nua na fonte da força

Monday, April 11, 2011

a lady called truth


Every moment of it is exactly written Except.
some drops of rain or blood. darkening this instant.

I'm not afraid of the subject matter. I keep on the track beyond the reach of all foam. Salute. Before we perish. Touch this air and kiss that wing of Mine. Opening feebly before you and amid thunderous dances and and

both male and female the Hour created Godless names for centuries to come and go within your beauty my alcohol

then the voice. the glass. the wine. the flames suddenly kissingly
your new mouth and hips and candles. I will if You.

flutuações de água sobre as frases


uma floresta de nevoeiros na altitude de uma ferida cósmica
perder-me esta manhã no vermelho da floresta renasce-me desdobra-me a nascer

um furor de silêncios no caminho que vai de princípio para princípio
perder-me esta manhã nas escadas do silêncio renasce-me desdobra-me a nascer

recomeço a soletrar o sol nu sobre as frases de Nunca
flutuações de água sobre água sobre as letras os cabelos soltos
sou nenhum vento nenhuma pedra de uma Hora de barco que cresce quase dança

persigo a vibração no limite
entre cair e voar

Tuesday, April 5, 2011

il y a


Du mystère
il y a

y avoir quelque chose plutôt que rien

passe au mystère d’être personne
intériorité des choses où il y a sonne ré-sonne per-sonne
devient respiration et singularité
un chant nouveau qui engendre le chanteur.

(Les choses réalisent leur prosopopée conjointe.)

Monday, March 28, 2011

Rescrever a intensidade


Sempre-No-princípio.
Colocar os lábios no centro do teu segredo.
Beijar-te por dentro muito lentamente.
Compreendes a minha língua agora?

Hoje vou amar-Te
como uma força da natureza
como um vendaval abrupto ou uma chuva torrencial.

Hoje vou amar-Te
com minhas mandíbulas e minhas garras
com meus chifres e meus tentáculos.
Vou morder-Te e devorar-Te
com a feroz crueldade da minha Ternura Absoluta.

Hoje todos os animais selvagens os felinos os grandes mamíferos
os répteis venenosos todos os predadores implacáveis Te desejam e Te gritam e Te atacam de dentro do meu Amor Bruto.

Pensar em Ti é planear armadilhas e emboscadas perseguições transpiradas e aproximações rastejantes Tudo para que no Vértice do Instante compreendas que o universo inteiro Te ama de dentro da minha Violência Imaginária.

Todos os vulcões e sismos todas as catástrofes do espaço-tempo... Tudo é o amor caótico do universo a Buscar-Te e a Querer-Te até à exaustão da matéria no Nada...

Tudo através de mim o Haver-Ser-no-Limite

Debater-te-ás com a feroz ternura do meu Amor e ganharás sempre.

(Ao Omnipotente que não conheço peço anonimamente
um acréscimo constante da terna ferocidade
desta metamorfose incrível que é Amar-Te.)

Wednesday, March 23, 2011

carência de Origem


De um lado a espada
do outro a parede e eu no meio
contando-me a minha história muito mal contada


Se queres salvar-te não contes histórias.
Pois mesmo uma história bem contada não resolve nada.
Uma vida complica infinitamente
o narrador a narrativa a linguagem
os símbolos de carne e osso onde tudo arde.


Todas as crises começam pela impossibilidade corporal
de uma palavra ou de uma passagem
vitais.


Carência de Origem.
Perda de.