Thursday, June 23, 2011

borderline

someone left alone in the midst of voices

many voices crossing those lines within
as many lives within a blasted body
lost hands on a cloud or rock within

a return to the edge imply walking until after unknown

Wednesday, June 22, 2011

seconds & barriers

infant skin filled with pure questions hurting other questions
and silence struggling

the story betrays a circle of myths and traumas

and she beats her seconds against some bones and muscles of hers
her chest and limbs tremble
again at the extreme beginning

I don't want that excessive night to happen

Tuesday, June 21, 2011

agitação da corrente entre os lábios.

a força queima o silêncio a ferida o desejo.

não toco o fogo quando ao longe ou sempre que.

o vazio até e quando.

Monday, June 20, 2011

vertigo

illinx or dance through that rope
seizure or spasm in the marrow of air

agon or the extent of injury through those sands
love without dawn interlaced without recovery

alea or the first landscape where get loss and found
through an introduction to solitude

horses come
angels of flames at war
wage war against my very veins
devoured veins by yours to come
come as horses come without dawn among skies to come
to come as a nude but not a nude

the pure fire of my longing for
the moon knows not for

l'Un n'est Pas

l'Un n'est pas.
pas encore. un. l'un.
encore pas. un. l'un. pas. encore.
un pas encore. pas un. deux. tus. toi.

pas vers l'Un n'est pas. c'est deux.
sera. deux. depuis que pas encore.

Saturday, June 18, 2011

vinda


vem depois de tanto nada que nem flores. sobre a linha do precipício colherei a vertigem para sempre, se as mãos tiverem o grito exacto da aproximação que liga as fibras íntimas. Depois, vêm as pétalas que originam desde antes.

também as conchas vêm depois de muitas luas a trabalhar o mar.

tudo o que vem depois chega do lado de quase. cair quase. voar quase. quando for quando. o porquê de depois faz desde. donde. falta corpo no tempo.

vem depois de perder os sentidos. começa depois. diz que vem. toda a palavra diz que vem. algo tarda porém. chamo lábios à demora que parece fissurar a porta mais sensível. vem depois ser outra coisa que já não ou que ainda nunca.

nem sequer as flores imaginam o quê.

na língua chamo flores ao que tanto se desfaz. rotações e elipses o amor desenha os astros que desorientam desde. donde.

depois vem nascente e realiza a montanha. recomeço desde. falta corpo para tanto. não há tempo sem corpo. chamo amor ao corpo enquanto recomeçar.
enquanto subir até ao fundo de outro cimo a subir até. na linha do precipício colher a flor que nada. apenas duas pétalas nas órbitas até ao fundo dos olhos.
subir até ao fundo e crescer na sede que faz subir.

Friday, June 17, 2011

brilha sobre

cada sol tem um corpo para queimar.

há um sol que tem o meu. também para queimar até que.

depois, vem a separação nocturna.
vem o lago ou a boca do mar onde a noite bebe o que não ardeu completamente. ainda. bebe a areia que vem do nocturno fragmento do corpo que voltou do nocturno incêndio.
ainda mais do que nunca.

até que as fibras dos tecidos do corpo esgotem as forças do fogo por dentro da separação nocturna. entre haver e não-haver. princípio-e-fim. tudo-de-nada.

também o silêncio inflamável. fará sol e gelo. uma linguagem de atmosfera.

transformam-se as horas em braços que querem mais do que.