Ainda não sou Nada-de-ser.
(Somente uma implicação lavra mais profunda do que minha linguagem, codificando flores com fogo nos lábios: Se me chamas e queimas, então nasço. Se não me chamas nem me queimas, então não nasço - nem Nada-de-ser me poderá acontecer... Pesquisa chamamento ou queimadura. Se encontras, começa. Se não encontras, inventa Algo-que-chama ou Algo-que-queima. Transforma a pesquisa em Horas-Luz de órbitas em torno da Lei: Regressão e Transgressão da inteligência da lei...)
Ainda não sou Nada-de-ser: Ainda? Porquê ainda?
Ainda não sei Nada-de-ser
nem posso Nada-de-ser
nem entendo Nada-de-ser
nem sinto Nada-de-ser
(além e aquém deste Ainda-não, sofro o curso de silêncio elétrico sob o código: sofro-me sob o trabalho de todas as forças vivas, explodindo flores como explodem gritos de fúria erótica em certos limiares de vibração. Sofro-me, portanto, na Duração do curso, recurso, transcurso de ar ardente nos pulmões. Sofro-me sob a fuga de todos os desejos que põem Devir no mundo: desejos que têm a Tua Alteração: código de devir-ser, devir-saber, devir-poder, devir-entender, devir-sentir...)
