Tuesday, November 3, 2026

as Montanhas sobem às árvores e caem nos Caminhos


Ainda enlouquecendo neste mundo, procurando Éden nas atmosferas da Altitude, uma árvore cai sobre a minha sensação de esforço dentro da respiração.

Sinto os Dilemas das Montanhas nos Músculos.

Acontece esta manhã um Paradoxo de Porquê?

Mutação de Eros em Caminhos-de-Floresta.

Expansion of the instant of desire



 


Wednesday, October 7, 2026

Primeiro, amar este mundo


 

História da Beleza: Primeiro nascer, depois renascer


 Neste primeiro instante do novo Milénio, a nudez do Sol criou o Mistério de sentir a alteração dos símbolos em energia, alteração mais Além do que ser-de-terra e ser-de-fogo, do que ser-desejo-de-animal e ser-desejo-de-divino.

Neste primeiro instante, esperava que a História regressasse ao Princípio, quando o Mistério concebeu a química das Estrelas, enquanto os pássaros futuros desenhavam no vazio dos ventos quentes as mãos sempre jovens que deveriam aprender a arte da carícia sobre a pele inteira do Oceano ou Peito ou Lábios... Nascente da música. 

Na História da Beleza, acontece sempre um excesso, uma alteração, talvez insensível. Nasce-nos um dom maior do que os sentidos. A esperança pode confundir-se, imaginando e desejando outras sensações.

No equador da Alegria, enquanto sangram muitas aflições no caos de tantos mundos, a Primavera decide persistir no ritmo da História da Beleza. A Primavera existe, como se cada ferida fosse uma dissonância dentro de uma harmonia sempre maior, uma ternura sempre maior.

Muitos milénios podem escorrer nas trevas. Neste instante novo, uma pétala abre-se e o Mistério declara uma Era nascente. Cada instante de pétala, abrindo o horizonte como floração infinita, é um instante de Primeiro Dia na História da Beleza.

Uma pétala de nenúfar abriu agora mesmo, aqui mesmo, começando o Jardim do Primeiro Dia: outro mundo neste mundo. 

Sinto o dever de crer e o dever de esperar e o dever de renascer na História do Mundo como História da Beleza. Todas as cores, entre vermelho e amarelo, tocam no Mistério, mais profundamente do que os meus olhos. O sentido da Beleza não pertence aos olhos, porque dentro da pétala aberta a minha cegueira contém uma imensa Biblioteca Sagrada de luz, peito sobre o peito.

Cada pétala do Princípio contém o dom da luz mais compreensível ao sentido da beleza, a luz que se respira e se toca e se beija e se liberta com textura de pele nua e temperatura de pele nua e perfume de pele nua e um impulso de dança de pele nua... cobrindo a nudez do Sol e a energia dos símbolos e os ventos quentes dos pássaros futuros e as aflições de cada ferida... cobrindo tudo, como se a pele nua fosse o horizonte de Cosmos apaixonado por Caos e Harmonia na arte da carícia... as mãos cheias de bocas ou de estrelas... ou música vermelha e amarela, inventando o movimento das parábolas... braços livres, cabelos soltos...   

Uma pétala começa a História da Beleza, perguntando-me, entre vermelho e amarelo: Como queres nascer hoje? Como queres renascer amanhã? Repousa todo o Desejo sobre os nenúfares no lago do Jardim

Friday, September 25, 2026

A Verdade das Montanhas


 A Verdade tão vasta das montanhas sobe e sopra e clama 

dentro da minha Respiração 

Verdade de ventos abertos no Coração

com Ideia-de-Infinito 


PS: Por Fim, compreendo como nasce a vertigem do Sagrado na carne viva caminhante

PPS: Por Fim, o Amor de todos os Caminhos dissolve a angústia de perder-se e acalma todos os terrores noturnos, sobretudo o medo de cair numa gruta de Silêncio e ficar muito só no meio das sombras (isto é, o medo de enlouquecer)

Thursday, September 24, 2026

Movimentos nas Fontes


Definição Dinâmica do Verbo-Amar:

1. Todos os corpos são fontes ou lagos

2. Todos os movimentos são ações ou paixões

3. Cada instante de corpo é um esforço de movimento

4. Cada vida é uma multiplicação por Infinito  

Wednesday, September 2, 2026

Vestigia Amoris: sinais do corpo ausente


 Todas as cidades têm as praças cheias de Vazio

as ruas mais antigas são as mais densas de fogo que arde sem se ver

ondas de fogo: sinais de Ausências Inquietas 

sinais vivos de séculos inumeráveis cheios de Vazio

ou amores impossíveis incapazes de uma voz 


(incapazes de simples murmúrio de Canção Desesperada) 

Thursday, August 27, 2026

Thursday, August 20, 2026

The Cycles of my Heart: my laborious windmill


we are millers from the Beginning.
millers are the most mystic lovers: they ascend with grain, they descend with flour, 
they weigh the mass and impact: bodies traversing bodies.
as though the age of forsaking language were the truest Spring.

when hearts obey nothing but Necessity inside Freedom: streams of water and wind
inside the effort of breathing. 

sometimes the sails burn like desperate thirsty lips looking and groping for the truest Spring.
while three lightnings cross the millers' flesh with orange and red horses of fire. 

millers suffer from the art of spiralling, the art of infinite blowing,
infinite turning around the same muscles of hope: