My Eros, My Poetry, My Life: The Age of Skin in Flames
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Thursday, February 5, 2026
Tuesday, February 3, 2026
Sobre a potência de sofrer
O ar tem peso e força e vetores brutos que desabrigam os lugares e fecham os caminhos e extinguem o fogo íntimo no coração da nossa casa e do nosso corpo. Um medo novo - nunca vivido nem expresso nem compreendido - desce, bate, cai, desaba-sobre-nós.
A vida expõe-se ao Perigo-do-ar e sofre o colapso da respiração: queda do telhado, fratura da parede, vazio da janela, escombros no chão.
A memória do ritmo do fogo íntimo habitando as casas vibra sempre dentro da Construção e das ruínas: a vida construtora resiste Indestrutível para além dos limites das matérias. O Desejo de construir e habitar permanece inteiro como outro sangue de metal líquido, outro metal de sangue oxigenado, que não se rende nunca.
A vida tem a potência de sofrer sob todas as forças e a potência ser transformada pela Travessia-de-tudo abertamente...
A potência fundamental da Arquitetura da Vida: a Potência de sofrer durante a Construção e reconstrução.
Somos onde habitamos, habitamos onde construímos, construímos onde amamos.
Wednesday, January 28, 2026
Monday, January 19, 2026
Terra Quente: Noite dos Caminhos
Há Caminhos dentro do meu Sentimento-de-Viver e da possível-exaustão-de-Respirar
Thursday, January 15, 2026
Cada Princesa, suas Escadas, seus Cisnes, suas Regras
Cada Princesa constrói suas Escadas com as curvas exatas em certa hora de subir e virar na subida, rumando ao teto, ao terraço e ao telhado sobre a cidade cercada. A Princesa decide a hora do cerco e do bombardeamento e do incêndio e do envenenamento das águas. A Princesa comanda os generais com subtis esgares... A Princesa é a Dramaturga da Comédia dos Sonâmbulos...
Cada Princesa alimenta seus Cisnes com vento irregular de sementes e de fermentações com sublime desdém: as penas dos cantos de Cisnes arrancam outros Cisnes aos cantos às penas. Cada Princesa conhece os melhores poemas para não cantar, nem abrir a boca.
Cada Princesa prefere os seus Silêncios às Orquestras de outros Silêncios...
Cada Princesa dita suas Regras e desobedece, sorrindo, negando, transcendendo, regressando por outro caminho a outro lugar com outro destino - ninguém sabe o que deseja, rejeita, ignora a Liberdade de cada Princesa...
Cada Princesa governa uma pacífica Anarquia de Ambiguidade: a Princesa bailarina inventa uma orquestra de jazz-tango para enlouquecer sem álcool, apenas vibração e ritmo e chuvas de magma. A Princesa sente o seu corpo de jazz-tango amando a Duração como se toda a história se concentrasse no instante de um Duelo. A dança de Amor é um combate mortal: cada carícia desfere um golpe com potência letal crescente. O mundo dos Amores desenvolve-se como a Palestra-dos-Terríveis.
No centro da memória, um jardim-labirinto, para repousar Ressonâncias
No centro do jardim-labirinto, uma floresta impenetrável, para guardar Diamantes Brutos, os intangíveis, os invisíveis, os supra-imagináveis Diamantes da Origem
Certas madrugadas, entre a meia-noite e a Vigília mais escura, vem um incerto Vento Novo, um vento soprado do extremo Norte, o mais extremo Norte do jamais vécu, e abate a floresta que arrasa o jardim-labirinto, nascendo uma planície transparente no centro da memória, um instante de Nudez ou Verdade ou Encontro com a luz dos Futuros Possíveis Desejados... pela primeira vez, a Princesa canta...
Basta de adjetivos, absolutamente
Não mais adjetivos, absolutamente, porque o barro caiu das mãos de Deus e quebrou-se no chão de Nada. Cada grão de barro é um mundo, ou uma vida, que se liga e desliga de outros mundos, ou de outras vidas, segundo a distância, a humidade e a força que trabalham no chão de Nada.
Este é o esquema de todas as Histórias e de todos os Verbos e de todas as ligações entre Histórias-e-Verbos que dizemos Amores absolutamente.
Dizemos cruamente: o Amor é a Ânfora onde Deus colocou o Perfume, o Álcool, a Água, o Sangue. A ânfora tremeu nas mãos de Deus e a vida caiu, está caindo há várias eras que dizemos horas-crises, horas-ritmos, horas-da-Medicina - Tudo sem adjetivos, somente nomes sobre nomes, absolutamente, implodindo, explodindo, trabalhando.
nomes sobre nomes, símbolos sobre símbolos, somente corpos sobre corpos, coisas de carne, absolutamente sem adjetivos
Monday, January 5, 2026
A Presença da Mãe
Sempre tão jovem a minha mãe e a Amplitude do seu Horizonte
criando os meus Sentidos o meu equilíbrio e o meu movimento
Sempre tão jovem a coragem da minha mãe
acreditando sempre na Novidade do mundo
desejando sempre a Alegria da viagem
Friday, January 2, 2026
Wednesday, December 31, 2025
A Noite dos Caminhos
minha cidade conhece meu coração, o Inquieto Animal das Noites
Minha cidade é a Noite dos Caminhos
onde se abriga-e-des-abriga meu Desejo de Liberdade
Tuesday, December 30, 2025
Sonhar com árvores mais interiores
Sunday, December 28, 2025
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há uma janela com Enigma e Ferro no quarto da Criação (o esforço dos Símbolos dobra as grades metálicas no equador do meu quarto da Criação)...
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts









