My Eros, My Poetry, My Life: The Age of Skin in Flames
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Monday, February 23, 2026
Sunday, February 22, 2026
A guerra essencial: História vs. Tempo
Natura Morta do Tempo: sensação de abismo no ar da História
Sinto o êxtase da neve sobre a lava ... como se um homem desesperado sentisse ao nascer do sol o seu sangue arrefecer até ao gelo
Natura Morta: sensação de abismo nos ossos do peito
A minha neve protege o meu fogo, minhas espadas de fogo dormindo dentro dos ossos do peito ofegante: sensação de abismo
A minha lava sobe vermelha pelas veias dos músculos vivos: sensação de abismo entre os pés feridos e o abdómen vazio
Saturday, February 21, 2026
Friday, February 20, 2026
Monday, February 9, 2026
Saturday, February 7, 2026
Friday, February 6, 2026
Thursday, February 5, 2026
O Infinito desenvolve o Amor-do-Mundo
há sempre uma veia aberta escorrendo silêncio entre nós: Amo-Te é o Segredo! Enlouqueço-me de Ti é o Segredo!
A veia aberta escorre silêncio entre a rocha marítima e o meu amor-terror de estar aqui no meio das forças que nos trabalham.
Talvez respirar aqui seja o êxtase maior: o Êxtase de ser mortal Passageira entre fulgurações e metamorfoses: plasma dentro de pele e plasma dentro de língua... há Infinito-dentro-de-Finito como um céu eletromagnético soprando pela membrana de cada célula: a língua toca na pele: Música táctil húmida quente: respiramos aqui Onde-cintila-Absoluto...
o Mistério descansa após o excesso de trabalho da tempestade. todo o trabalho cansa. todo o trabalho é Ideia-de-haver-algo que enche as nossas mãos inquietas e atravessa os nossos corpos inquietos donde transbordam as harmonias das mãos inquietas onde o Infinito desenvolve o Mundo e o Amor-do-Mundo...
Também o Mistério trabalhador se cansa, se esgota, se gasta e repousa uma duração desconhecida, enquanto os caminhos renascem como nosso desejo-de-crer e desejo-de-esperar, porque somos os animais construtores, os animais arquitetos, os animais engenheiros que fazem amor-de-mundo e música-de-mundo compondo as matérias: água e sangue, fogo e sangue, ar e sangue, terra e sangue...
os caminhos constroem ritmos desconhecidos na respiração: o céu bate como se fosse o coração de um Mistério Vivo que ainda não sei chamar pelo nome próprio... digo apenas: és a Evidência Prima do Ar
Tuesday, February 3, 2026
Sobre a potência de sofrer
O ar tem peso e força e vetores brutos que desabrigam os lugares e fecham os caminhos e extinguem o fogo íntimo no coração da nossa casa e do nosso corpo. Um medo novo - nunca vivido nem expresso nem compreendido - desce, bate, cai, desaba-sobre-nós.
A vida expõe-se ao Perigo-do-ar e sofre o colapso da respiração: queda do telhado, fratura da parede, vazio da janela, escombros no chão.
A memória do ritmo do fogo íntimo habitando as casas vibra sempre dentro da Construção e das ruínas: a vida construtora resiste Indestrutível para além dos limites das matérias. O Desejo de construir e habitar permanece inteiro como outro sangue de metal líquido, outro metal de sangue oxigenado, que não se rende nunca.
A vida tem a potência de sofrer sob todas as forças e a potência ser transformada pela Travessia-de-tudo abertamente...
A potência fundamental da Arquitetura da Vida: a Potência de sofrer durante a Construção e reconstrução.
Somos onde habitamos, habitamos onde construímos, construímos onde amamos.
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há uma janela com Enigma e Ferro no quarto da Criação (o esforço dos Símbolos dobra as grades metálicas no equador do meu quarto da Criação)...
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts


