My Eros, My Poetry, My Life: The Age of Skin in Flames
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Wednesday, October 7, 2026
História da Beleza: Primeiro nascer, depois renascer
Neste primeiro instante do novo Milénio, a nudez do Sol criou o Mistério de sentir a alteração dos símbolos em energia, alteração mais Além do que ser-de-terra e ser-de-fogo, do que ser-desejo-de-animal e ser-desejo-de-divino.
Neste primeiro instante, esperava que a História regressasse ao Princípio, quando o Mistério concebeu a química das Estrelas, enquanto os pássaros futuros desenhavam no vazio dos ventos quentes as mãos sempre jovens que deveriam aprender a arte da carícia sobre a pele inteira do Oceano ou Peito ou Lábios... Nascente da música.
Na História da Beleza, acontece sempre um excesso, uma alteração, talvez insensível. Nasce-nos um dom maior do que os sentidos. A esperança pode confundir-se, imaginando e desejando outras sensações.
No equador da Alegria, enquanto sangram muitas aflições no caos de tantos mundos, a Primavera decide persistir no ritmo da História da Beleza. A Primavera existe, como se cada ferida fosse uma dissonância dentro de uma harmonia sempre maior, uma ternura sempre maior.
Muitos milénios podem escorrer nas trevas. Neste instante novo, uma pétala abre-se e o Mistério declara uma Era nascente. Cada instante de pétala, abrindo o horizonte como floração infinita, é um instante de Primeiro Dia na História da Beleza.
Uma pétala de nenúfar abriu agora mesmo, aqui mesmo, começando o Jardim do Primeiro Dia: outro mundo neste mundo.
Sinto o dever de crer e o dever de esperar e o dever de renascer na História do Mundo como História da Beleza. Todas as cores, entre vermelho e amarelo, tocam no Mistério, mais profundamente do que os meus olhos. O sentido da Beleza não pertence aos olhos, porque dentro da pétala aberta a minha cegueira contém uma imensa Biblioteca Sagrada de luz, peito sobre o peito.
Cada pétala do Princípio contém o dom da luz mais compreensível ao sentido da beleza, a luz que se respira e se toca e se beija e se liberta com textura de pele nua e temperatura de pele nua e perfume de pele nua e um impulso de dança de pele nua... cobrindo a nudez do Sol e a energia dos símbolos e os ventos quentes dos pássaros futuros e as aflições de cada ferida... cobrindo tudo, como se a pele nua fosse o horizonte de Cosmos apaixonado por Caos e Harmonia na arte da carícia... as mãos cheias de bocas ou de estrelas... ou música vermelha e amarela, inventando o movimento das parábolas... braços livres, cabelos soltos...
Uma pétala começa a História da Beleza, perguntando-me, entre vermelho e amarelo: Como queres nascer hoje? Como queres renascer amanhã? Repousa todo o Desejo sobre os nenúfares no lago do Jardim
Friday, September 25, 2026
A Verdade das Montanhas
A Verdade tão vasta das montanhas sobe e sopra e clama
dentro da minha Respiração
Verdade de ventos abertos no Coração
com Ideia-de-Infinito
PS: Por Fim, compreendo como nasce a vertigem do Sagrado na carne viva caminhante
PPS: Por Fim, o Amor de todos os Caminhos dissolve a angústia de perder-se e acalma todos os terrores noturnos, sobretudo o medo de cair numa gruta de Silêncio e ficar muito só no meio das sombras (isto é, o medo de enlouquecer)
Thursday, September 24, 2026
Movimentos nas Fontes
2. Todos os movimentos são ações ou paixões
3. Cada instante de corpo é um esforço de movimento
4. Cada vida é uma multiplicação por Infinito
Monday, September 7, 2026
Wednesday, September 2, 2026
Vestigia Amoris: sinais do corpo ausente
Todas as cidades têm as praças cheias de Vazio
as ruas mais antigas são as mais densas de fogo que arde sem se ver
ondas de fogo: sinais de Ausências Inquietas
sinais vivos de séculos inumeráveis cheios de Vazio
ou amores impossíveis incapazes de uma voz
(incapazes de simples murmúrio de Canção Desesperada)
Thursday, August 27, 2026
Thursday, August 20, 2026
The Cycles of my Heart: my laborious windmill
Sunday, August 16, 2026
Poemas, ou falésias: Eros conquista o Espaço
Eros assalta, ataca, vence. As falésias caem sob os golpes de Eros.
Minha Psyche confessa: Não sei o porquê.
Talvez Eros seja assaltante, atacante, vencedor sem-porquê.
Talvez Eros seja a concentração máxima dos porquês. Talvez Eros seja a passagem da interrogação à exclamação e da exclamação à interrogação, suspendendo sentidos equívocos, lançando trevas sobre a inquietação do porquê.
Talvez a linguagem seja incapaz de penetrar no método de Eros.
Os alfabetos erram, as palavras erram, os livros erram, porque fazem grandes órbitas em torno do Sol, sem nunca mergulhar definitivamente em sua verdade-matéria incandescente.
Se eu mergulhasse na Incandescência, seria uma metamorfose sem regresso à minha Psyche, sem regresso aos tempos e às línguas de minha Psyche.
Eros assalta, ataca, vence.
Minha Psyche se rende renovadamente, repetidamente, singularmente, diferentemente: Acontece-me, então, esta contínua essência: meu devir torrencial, meu devir águas livres, arte de evaporação e condensação, de mim-para-Ti.
Mauerfall, Berlin
Minha Psyche confessa: Não sei o porquê. Desejo de Liberdade Nua. Desejo de Dança em agosto nas ilhas de Berlin onde os sinais da guerra ainda ardem no chão.
Acontece-me radicalmente a necessidade de vários ciclones durante o Eclipse Total da liberdade nua.
Talvez seja o afeto de meu devir vapor, devir densidade, devir atmosfera elétrica, devir relâmpagos transbordando, meu devir fluxo-de-alegria e fluxo-de-aflição.
Talvez o porquê seja a alteração suprema, através do Horror do Vácuo em mim, Horror do Abismo entre nós. Horror da Velocidade da Luz no Vácuo em mim, abismo entre nós.
Horror do espectro da Luz no nosso Vácuo, arco-íris inesperado sobre o abismo entre nós.
Espectro e Órbita, devorando dois abismos negros em meu Cosmos: Eros-Terror e Eros-Ternura.
Tuesday, August 11, 2026
Eros opens doors and windows
Eros is coming. The Time approaches. Psyche senses the Event.
The windows and doors of Psyche will be infinitely Open... The instant of homelessness will be the beginning of the Relation...
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Il y a ou y aura Il pleut ou pleuvra Il fait nuit ou fera Tellement Ici autour de ma bouche inachevée Après tant de sens sans espace Je te...


