Sunday, February 22, 2026

A guerra essencial: História vs. Tempo


Natura Morta do Tempo: sensação de abismo no ar da História

Sinto o êxtase da neve sobre a lava ... como se um homem desesperado sentisse ao nascer do sol o seu sangue arrefecer até ao gelo 

Natura Morta: sensação de abismo nos ossos do peito


A minha neve protege o meu fogo, minhas espadas de fogo dormindo dentro dos ossos do peito ofegante: sensação de abismo 

A minha lava sobe vermelha pelas veias dos músculos vivos: sensação de abismo entre os pés feridos e o abdómen vazio

O Negro é a Verdade da Cor


O Negro é a cor da minha vida. 

Todas as cores são fulgurações de Negro.

Friday, February 6, 2026

A Evidência Psico-Cósmica dos Ciclos


 Há ritmos oceânicos e crises lunares nas minhas horas de Excesso, entre êxtase e angústia

Thursday, February 5, 2026

O Infinito desenvolve o Amor-do-Mundo


há sempre uma veia aberta escorrendo silêncio entre nós: Amo-Te é o Segredo! Enlouqueço-me de Ti é o Segredo!

A veia aberta escorre silêncio entre a rocha marítima e o meu amor-terror de estar aqui no meio das forças que nos trabalham. 

Talvez respirar aqui seja o êxtase maior: o Êxtase de ser mortal Passageira entre fulgurações e metamorfoses: plasma dentro de pele e plasma dentro de língua... há Infinito-dentro-de-Finito como um céu eletromagnético soprando pela membrana de cada célula: a língua toca na pele: Música táctil húmida quente: respiramos aqui Onde-cintila-Absoluto...

o Mistério descansa após o excesso de trabalho da tempestade. todo o trabalho cansa. todo o trabalho é Ideia-de-haver-algo que enche as nossas mãos inquietas e atravessa os nossos corpos inquietos donde transbordam as harmonias das mãos inquietas onde o Infinito desenvolve o Mundo e o Amor-do-Mundo...

Também o Mistério trabalhador se cansa, se esgota, se gasta e repousa uma duração desconhecida, enquanto os caminhos renascem como nosso desejo-de-crer e desejo-de-esperar, porque somos os animais construtores, os animais arquitetos, os animais engenheiros que fazem amor-de-mundo e música-de-mundo compondo as matérias: água e sangue, fogo e sangue, ar e sangue, terra e sangue...  

os caminhos constroem ritmos desconhecidos na respiração: o céu bate como se fosse o coração de um Mistério Vivo que ainda não sei chamar pelo nome próprio... digo apenas: és a Evidência Prima do Ar

 

Amar este mundo? Amar esta terra? Amar esta casa-caminho-vento?


 

Tuesday, February 3, 2026

Sobre a potência de sofrer


O ar tem peso e força e vetores brutos que desabrigam os lugares e fecham os caminhos e extinguem o fogo íntimo no coração da nossa casa e do nosso corpo. Um medo novo - nunca vivido nem expresso nem compreendido - desce, bate, cai, desaba-sobre-nós.  

A vida expõe-se ao Perigo-do-ar e sofre o colapso da respiração: queda do telhado, fratura da parede, vazio da janela, escombros no chão. 

A memória do ritmo do fogo íntimo habitando as casas vibra sempre dentro da Construção e das ruínas: a vida construtora resiste Indestrutível para além dos limites das matérias. O Desejo de construir e habitar permanece inteiro como outro sangue de metal líquido, outro metal de sangue oxigenado, que não se rende nunca.

A vida tem a potência de sofrer sob todas as forças e a potência ser transformada pela Travessia-de-tudo abertamente...

A potência fundamental da Arquitetura da Vida: a Potência de sofrer durante a Construção e reconstrução. 

Somos onde habitamos, habitamos onde construímos, construímos onde amamos. 

Nós de Mãos comunicando Novos Poderes