Os mamíferos prometem dar-se sempre
beber-se sempre
Os mamíferos amamentam o Futuro e a boca automaticamente procura a fonte quente
PS: Meu amor é um mamífero nadador que hesita entre ser da terra e do mar
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
beber-se sempre
Os mamíferos amamentam o Futuro e a boca automaticamente procura a fonte quente
PS: Meu amor é um mamífero nadador que hesita entre ser da terra e do mar
Amo a Voz de Paz, subindo a Manhã, após o Terrível Infinito do Horizonte Negro
Teu peito de Plasma sobre o meu peito de Terra, ritmo intercorporal, nova argila inventando o Princípio
(Respiro a grande Paixão de Vénus, suas forças heliocêntricas
nossa argila é onde-e-quando sempre Vénus penetra no núcleo líquido do Sol
e renasce mais Oceânica mais Hipergalática mais realmente Mítica)
Creio no Sol
Meu peito recém-nascido sobre o teu peito de Oriente
Vénus amamenta-nos a memória do coração, apesar dos esforços da viagem
Quero os teus lábios neste texto: teu peito sobre o meu peito.
Aqui é onde-e-quando Vénus lavra e escreve dentro do Sol
Vénus amamenta-nos os sentidos no Início da Escritura e da História
Espero os milagres da agricultura de Vénus no Sol florescente
Vénus semeia e planta e cuida dentro dos lagos do Sol outra Floresta de Mulheres
e reconstrói a dança das Supernovas nas lágrimas da minha mãe a Insegura
Creio no Sol e no silêncio face-a-face pedindo um beijo lento
os Movimentos de Nudez Psicofísica Feliz
(Um fogo transforma a maior Fé delirante em maior Febre amorosa
onde-e-quando o Sol promete mais pele ardente chovendo sobre a Humanidade)
Este Mysterio do Poente aquece-nos a pele e atrai-nos sobre a colina do rio.
Acontecem-nos aqui incertas ondulações no ar: respiramos o mais vasto Desejo-de-música e Desejo-de-dança através da liberdade das gaivotas.
Se ainda houver morte, queremos que seja uma carícia leve e flutuante que altera o modo de ser-corpo-de-Tempo. Imaginamos, então, o Mysterio do Poente explicando-nos que a Arte de Viver e Morrer ensina a desenhar uma carícia de vento sobre as pálpebras descidas da História Materna e sua primavera de sangue e leite e voz, criando o Dia e as vogais cantadas que fazem o Dia ser casa com fonte no centro do jardim . Imaginamos, plenamente confiantes no Transfinito da Terra pulsando aéreamente. Imaginamos os corações humanos chamados a ser pássaros ságrados que entram pela Porta do Sol, além-sensível e além-inteligível, simples paz de ignorância-sobre-nós.
Prometer a vida, mesmo em plena desordem, quando tudo oscila entre vértices opostos,
quando sofremos paixões terríveis de Guerra-e-Paz no coração desamparado, desmunido, que ninguém ainda sabe decifrar
Os mamíferos prometem dar-se sempre beber-se sempre Os mamíferos amamentam o Futuro e a boca automaticamente procura a fonte quente PS: Me...