há sempre uma veia aberta escorrendo silêncio entre nós: Amo-Te é o Segredo! Enlouqueço-me de Ti é o Segredo!
A veia aberta escorre silêncio entre a rocha marítima e o meu amor-terror de estar aqui no meio das forças que nos trabalham.
Talvez respirar aqui seja o êxtase maior: o Êxtase de ser mortal Passageira entre fulgurações e metamorfoses: plasma dentro de pele e plasma dentro de língua... há Infinito-dentro-de-Finito como um céu eletromagnético soprando pela membrana de cada célula: a língua toca na pele: Música táctil húmida quente: respiramos aqui Onde-cintila-Absoluto...
o Mistério descansa após o excesso de trabalho da tempestade. todo o trabalho cansa. todo o trabalho é Ideia-de-haver-algo que enche as nossas mãos inquietas e atravessa os nossos corpos inquietos donde transbordam as harmonias das mãos inquietas onde o Infinito desenvolve o Mundo e o Amor-do-Mundo...
Também o Mistério trabalhador se cansa, se esgota, se gasta e repousa uma duração desconhecida, enquanto os caminhos renascem como nosso desejo-de-crer e desejo-de-esperar, porque somos os animais construtores, os animais arquitetos, os animais engenheiros que fazem amor-de-mundo e música-de-mundo compondo as matérias: água e sangue, fogo e sangue, ar e sangue, terra e sangue...
os caminhos constroem ritmos desconhecidos na respiração: o céu bate como se fosse o coração de um Mistério Vivo que ainda não sei chamar pelo nome próprio... digo apenas: és a Evidência Prima do Ar
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