O ar tem peso e força e vetores brutos que desabrigam os lugares e fecham os caminhos e extinguem o fogo íntimo no coração da nossa casa e do nosso corpo. Um medo novo - nunca vivido nem expresso nem compreendido - desce, bate, cai, desaba-sobre-nós.
A vida expõe-se ao Perigo-do-ar e sofre o colapso da respiração: queda do telhado, fratura da parede, vazio da janela, escombros no chão.
A memória do ritmo do fogo íntimo habitando as casas vibra sempre dentro da Construção e das ruínas: a vida construtora resiste Indestrutível para além dos limites das matérias. O Desejo de construir e habitar permanece inteiro como outro sangue de metal líquido, outro metal de sangue oxigenado, que não se rende nunca.
A vida tem a potência de sofrer sob todas as forças e a potência ser transformada pela Travessia-de-tudo abertamente...
A potência fundamental da Arquitetura da Vida: a Potência de sofrer durante a Construção e reconstrução.
Somos onde habitamos, habitamos onde construímos, construímos onde amamos.

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