"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Friday, August 21, 2009
Os dedos na ferida
Os dedos podem ferir ou sarar o sol frágil dos afectos, dependendo da pressão e do movimento.
Muito cedo, descobrimos uma ferida no centro da nossa montanha, uma ferida que não sara. Mais tarde, compreendemos que não é uma ferida, mas uma passagem e que as passagens não sangram nem cicatrizam.
As passagens mostram o vazio necessário para a explosão das fontes novas.
Coloco, portanto, os dedos na minha ideia inquietante de estar mortalmente ferido e a exactidão do contacto abre o silêncio oceânico que há no centro do corpo e no cimo das nossas montanhas íntimas.
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...

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