As aves bebem aqui - embriagam-se talvez, afogam-se talvez - reversíveis nos seus ciclos da sede como as luas
As aves que bebem aqui são o excessivo desejo de Desejo: a matriz de todo o eu potável
Todas alcoólicas as aves desejam mais do que asas e bebem mais do que todo o eu potável
As aves bebem o Desejo onde o desejante se deseja desejante
ciclos da sede com as luas - repito-me repete-me antes que as feridas falem
As aves bebem aqui
o meu desejo
fazem círculos entre Desejar e Desejar
e crescem até aos ramos superiores de toda a fala das feridas potáveis
("aqui" - faço uma cruz com o sopro dos meus dedos para não esqueceres Onde
toca aqui com o sopro dos teus dedos, pois tocar nunca esquece o seu ser tocado
queria também que beijasses aqui como se fosse uma ferida que só o lento beijo cura)
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Wednesday, July 28, 2010
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Zarathustra and Heraclitus: Always playing with camels and fire in the desert
Only the desert can appease the craving for fullness, only the fire can appease the fear of darkness, only the strongest camels can cross m...
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...
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