o sonho bate duas sílabas no ar. de que palavra ou vertigem? vê como bate como desmaia como sustém a palavra quebrada. aqui bate a asa no azul, contra os nós de azul no Inteiro, grávido de fumo e frutos de fumo e noites de frutos de fumo. esquecemos desvelar a frase no centro das duas sílabas que dobram o mundo, o vazio do mundo, o eco do vazio do mundo. entre nós, num abraço de naufrágio. uma ideia de naufragar numa espiral que se apaga na frase nocturna que não vem. dobrámos a terra da tempestade e somos tudo o que as luas inventam, entre azul e púrpura. ligamos as veias para aprender e esquecer os caminhos onde a alma é toda de corpo e espuma. as veias no limiar de outra matéria capaz de morder absolutamente outra boca. somos aqui no princípio. a curva do espaço onde a elipse nos reúne para nascer outro sol, descentrando a órbita de Amar sobre Devir.
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
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Zarathustra and Heraclitus: Always playing with camels and fire in the desert
Only the desert can appease the craving for fullness, only the fire can appease the fear of darkness, only the strongest camels can cross m...
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...
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