"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Wednesday, July 25, 2012
zigue-zague
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Zarathustra and Heraclitus: Always playing with camels and fire in the desert
Only the desert can appease the craving for fullness, only the fire can appease the fear of darkness, only the strongest camels can cross m...
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...
1 comment:
eu sou o zigue-zague de olhos fechados. à tua porta, semi-aberta para Só. tudo o que amas, amas só, num zigue-zague de álcool no sangue. álcool no silêncio do sangue que respira tudo o que arde. tudo. somente. na exatidão dos pássaros. na violência das árvores. tudo o que arde. tudo o que grita. está aqui. eis! aqui aceso no meu zigue-zague, sem olhos, nem mãos, apenas um tronco de animal nu, cru. para que o texto se interrompa, como uma fratura que rasga músculos e crenças para além do corpo próprio. eu sou o zigue-zague que não promete nada nem espera nada entre menos infinito e mais infinito. a verdade é a água a entrar e a afundar o barco. a água a questionar o naufrágio. ou morres ou cantas. ou sofres ou danças. ou te trespasso com o Possível ou te asfixio com o Atual. ou te mordo ou te bebo. não vejo por onde te salvas sem Só. poderia ser muito do que não é nada nem será nada. entre nunca e hoje, todos os pulmões se convertem em músculos. todo o ar em pedra. o amor em apneia. tu mergulhas nos olhos fechados para Só. amas só. em tudo o que amas és só tudo, só. alucinas outro corpo colado ao teu. alucinas o Inteiro. és só, sou só. somos: a ideia de Infinito a sangrar... o álcool sofre no oceano onde só. e ser todo em só é a verdade. ser condenado a tudo. eu como tu, no princípio do combate. vens só para só. todos os conceitos abrem dor, cravos. tudo o que amas, és só. somos uma hipótese de muito nunca.
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