Thursday, March 14, 2013

espumas matinais

acordei no jardim com a carícia da serpente, explicando os frutos e os sabores do Princípio. 
a serpente escreve outro livro dentro do meu livro, outra mão dentro da minha mão, desenhando a ondulação da Manhã. uma onda, uma hora, um texto noturno, vem do coração do silêncio para a espuma fresca dos lábios perdidos de Beijo. 
toda a noite é a onda da redação pura: todos os símbolos embriagados renascem para o Jardim que arde no sangue inquieto e confuso de Buscar-Te. acordei com a saliva sibilante do Desejo Infinito - que somos. a minha saliva ondulante que Nenhum Lábio repousa. põe noite e texto contra texto e noite. somos da distância infinita a ondulação dos lábios que Nunca adormece fora de sonho. somos do Jardim o sonhador que escreve a serpente. solidão de uma certa serpente do primeiro Jardim de silêncio.     


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