amanhecer no jardim, ardendo juntos, dentro dos frutos maduros, amando com a pele que se rasga luminosa recomeçando na polpa e no sumo transbordante a invenção da dança para ser inteira a Nudez chovendo quente sobre o inteiro jardim. amanhecer novos lábios, da raiz às folhas, uma seiva incandescente que ensina a beijar e a derreter pedras com os líquidos do corpo amante. tudo antes de haver Verdade e Deus nascer com Sua Gramática de bruma e véu sobre os nossos sexos de Êxodo sem deserto, somente a pele fervendo de clímax ao fundo como à flor, rasgando os frutos, boca-a-boca. transbordando o leito do mundo e a fantasia dos possíveis. Porque o Amor é a imaginação de asas incendiadas, sempre subindo em chamas inconsumíveis. Compreendes, Carinho? O Porquê de tanta Ânsia em temperaturas de relâmpago. Somos a pele dos frutos vertendo Infinito para dentro de Desejo. O Porquê de tanto tremer a língua, tremendo cosmos na bruma, antes de Haver Algo. Desejamos regressar ao jardim para amanhecermos dentro dos frutos maduros no vértice de explodir para Princípio de Êxodo sem deserto...
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Sunday, March 3, 2013
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...
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