Thursday, July 28, 2022

Poema subjacente a Tudo


 Há sempre talvez um poema aqui
poema subjacente
sob a pele
sob Tudo

Poema subjacente ao corpo do meu silêncio
poema sob a pele minha
faminta cada dia
a fome vertical do meu meio-dia
poema sob Tudo
ardente cada noite
o ardor horizontal da minha meia-noite

Há sempre talvez aqui um poema oculto
Onde se esconde? quem sabe onde?

Onde está o meu mais íntimo e mais próprio Poema?
na língua mais próxima.
Tua língua escrevendo na minha boca.


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