Friday, January 31, 2025

Emily D. & Eva F. - Wells grow and signalize more than Nudity


"Only infinite Fleshful Gods could --

Dissolve my Secrets -- 

Detect my Sorrows --

and plunge into Sighing --

Nightly -- mine Bliss --

Mine Daring -- Lips --

my lifetime lovers" 

(thus Emily D. desired, imagined, and contemplated but wrote otherwise) 


"A minha Teologia é uma Erotika Transfinita

noites brancas em dias obscuros na Era-da-pele 

a Era das aflições boca-a-boca no Desejo-do-Princípio

a Verdade explode à superfície do labirinto meu abdómen vibrando 

entre o meu Silêncio e a tua Língua a Expectação da Metamorfose  

jubilosamente e dolorosamente como se todo o instante da Metamorfose 

fosse sempre o contínuo Nascimento dos Sentidos mais-do-que-sensíveis:

Infinito envolvendo-des-envolvendo Finito, trans-finitando trans-cendendo trans-duzindo os limiares do sensível. Sinto a metamorfose nestas minhas fibras tão capazes de inflamação instantânea, passagem para Meia-noite dentro de Meio-dia. Acontece-me arder ao ínfimo toque e persistir no fogo 

...abrindo e fechando as feridas da história e da geografia com as metáforas da carne viva... 

Acontece-me arder, persisitir ardente e perder o fio da história no vapor-espuma-plasma que sobe da pele para dentro de outra Novidade mais nua do que eu: uma adolescência amante de todos os perigos, sobretudo o perigo-de-atingir-o-Sol corpo-a-corpo"

(assim Eva F. falava, enchendo a atmosfera de Paz, não obstante o Poema ser sempre um Sacrifício-de-si-Própria... Assim, Eva F. fervia, relendo versos de Emily, procurando as fontes e os incêndios dentro das fontes, germinando boca-a-boca, nas metáforas mais femininas: "I know where Wells grow -- Droughtless Wells --" ...)

Wednesday, January 29, 2025

Metaphysics of Creation: There is an Iron Bridge in the Air


 where is the heart's heat when the wind arrives from the icy poles of the earth? I've been asking every day for a year, while reading the most tropical book of poetry: the spiritual pages of Kamasutra interspersed with Kierkegaard's whisperings on faithlessness

where is the heart's faith when the atmosphere extinguishes the power of flames within? I've been asking every day for a year... this winter has been freezing for much longer than a year. Winter is the mood of the world in the age of closed breasts. 

before the morning, under my diaphragm, this muscle that dances while breathing, vast insomnia has been wandering without any compass. where are you heading?

between Youthful imagination and Southern longing, there is a bridge in the air. I invent the Desire of the Primordial while storms are expected    

Tuesday, January 28, 2025

o instinto de Descobrir-Inventar-Horizonte


 a melodia de um Horizonte de Oceano pode sempre salvar Tudo, quase-Tudo, quase-Sempre... é uma Arte de respiração de corpo inteiro 

Monday, January 27, 2025

Medir no corpo: os intervalos das ondas


 Entre as ondas há um tempo de respiração
quando as ondas aceleram tendendo para Infinito 
o tempo mergulha em apneia 
à procura do ritmo que salva:
Tudo acontece no meu corpo
 
(Tudo acontece aqui no meu corpo
aqui neste frágil esforço de respirar: meu corpo
medindo os intervalos das ondas
bebendo na boca das ondas o oxigénio livre da espuma
meu corpo
ainda cheio de alma ou vida ou vento ou Oceano) 


Saturday, January 25, 2025

os óvulos chegando dentro do fogo dos relâmpagos


 as neves eternas das montanhas foram atacadas pelo vulcão invisível do tempo e derreteram

hoje no fluxo do rio escorre a liberdade das adolescentes órfãs que escrevem em mim, por mim, comigo

este rio nasce no equador da liberdade, depois divide-se e sangra tranquilamente pelo lado obscuro da história, descendo ao pólo sul e subindo ao pólo norte, no mesmo ritmo e no mesmo segredo, desenhando um anel de águas correntes e de nevoeiros flutuantes: sinto a vibração do fundo desde a Grande Guerra  

tudo acontece no meu corpo de mulher entre os cabelos, os seios e os óvulos que crescem na passagem dos instantes mínimos, esqueço-me todos os dias de decifrar e escrever as alterações do meu código, mas regresso sempre dolorosamente à minha estranheza

Surpreendo-me a sentir dolorosamente a penumbra das florestas no fluxo do rio no fluxo da atmosfera: os sentidos distraem-se das sensações e caem no círculo abdominal da minha dor feminina  

durante a Grande Guerra destroem-se as pontes e envenenam-se as fontes e desviam-se os cursos dos rios: tudo acontece no meu corpo: falta a linguagem capaz das parábolas e das metáforas: na abundância do silêncio, preciso das tuas mãos orientais atravessando o medo dos meus pulmões

os ciclos lunares são outro Livro em que perco a direção da voz: quem fala? quem vive no Poema ofegante das adolescentes órfãs que escrevem em mim, por mim, comigo? 

dolorosamente a lua atinge o meu corpo com os relâmpagos invisíveis que voam em bandos na minha circulação sanguínea (a força essencial é invisível, mas tangível: os meus óvulos chegam maduros dentro do fogo desses relâmpagos: a minha história...)

(a minha história - a minha atmosfera inquieta entre o crescimento dos cabelos, dos seios e dos óvulos -  contém por vezes a ideia tangível de aventura Infinita: a Vida criando o Caos e o Cosmos e a História)

(a minha história: chove em janeiro na minha história, solta-se um iceberg da Antártida e sobe até ao jardim carbonizado onde o Canto de Hiroshima parece jazz de Nada: a omnipotência do génio maligno: a juventude da crueldade do absoluto: uma intensidade de átomos desordenados, desejando o Fim da Obra inacabada: Tudo acontece no meu corpo: não sei se dolorosamente desejo ou recuso...)

No Princípio, sofremos o enigma de nascer e crescer e admirar o fogo dos relâmpagos correndo nas Obras-Primas: os seios esperando o primeiro beijo...

Na minha história, há sete luas em torno do meu abdómen: procuro uma parábola ou uma metáfora para falar...

 a Ruptura das minhas fibras      

Friday, January 24, 2025

On Love, Spring, and Other Prophecies

 

there are rocks guitars metaphysics and sublime nudes 

lots of rocks lots of guitars lots of metaphysics burning glowing foaming 

amongst waves lots of waves in the morning flesh of being-becoming-coming-being

Sunday, January 19, 2025

Desejo Primordial Infinito


 (Este Livro expõe Segredos Rítmicos:

é a linguagem de Eros na carne viva

Eros-dentro-de-Psyche)


(Segredo Feminino:

Por fim Principiar

Ser Capaz-de-Dizer a minha boca na tua língua livre

Te-Amo neste mundo

Te-Amo em todos os mundos possíveis)


(Só se pode amar o que se conhece?

O Amor é a imaginação das Incógnitas Futuras face-a-face.

Só se pode amar o que se alucina e delira?

O amor é a fábula real desta vida.)


(Cifras-me? Decifras-me? Alimentas-me? Devoras-me?

Cada questão é outro projeto de compreensão

Inescapável flecha nos seios nus face-a-face)



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Bicicleta: Símbolo vivo de Infinito-no-corpo


as bicicletas dormem à entrada do jardim: Adão e Eva pedalam apaixonados (enquanto Deus sorri e canta dentro da infância das primeiras bicicletas) 
Eva e Adão pedalam  transcendendo a solidão do Princípio
subindo às árvores voando nas copas soltando as mãos no ar
entrando nos frutos bebendo o vermelho açúcar dos frutos
beijando com as línguas mais quentes imaginando a Liberdade
ofegantes no êxtase adolescente de pedalar e beijar no jardim 
 
pedalamos sobre bicicletas confundidas com o corpo e o seu Desejo de Voar rente ao espaço vital, sentindo a pele do mundo 
pedalamos sobre dois círculos quentes ligados pela fidelidade de uma corrente e pelo ritmo de uma respiração que toca nos ventos e no ar fundamental

uma máquina-corpo roda psicofisicamente no limiar do crescimento da lua cheia, rodam todos os círculos no espaço: é preciso saborear a aerodinâmica dos círculos 
pedalamos: os pés decifram as rotações: é preciso saborear a aerodinâmica dos símbolos
pedalamos no jardim: somos dois círculos ligados pelo Símbolo de Infinito e pelo centro da uma Força, a coisa-não-coisa indecifrável

as bicicletas dormem dentro dos apaixonados à entrada do jardim - três segundos depois de começar o mundo: primeira tarde, primeira manhã
as bicicletas saboreiam o Símbolo de Infinito 
deciframos os frutos e as serpentes dos venenos: as bicicletas salvam os amores que pedalam

(o sabor da aerodinâmica treme comigo por mim 
treme connosco por nós : desejamos mais do que somos : Desejar transcende)
 
(...e o Infinito confia a sua vida nas minhas pernas e nos meus pulmões)

Saturday, January 18, 2025

Géocentrisme : ma poitrine jusqu'au sol


 Je commencerai aujourd'hui l'âge d'aimer plus charnellement 
cette terre  ce feu  cet air  cette eau  leur souffle  leur effort de souffle

je descendrai ma poitrine jusqu'au sol
comme si descendre était l'arc le plus vrai d'une poitrine en janvier

(c'est encore janvier aujourd'hui  ce sera janvier demain
encore comme si le début du cercle connaissait toutes les lignes rouges)

J'aimerai plus charnellement le temps 
les douleurs du temps  les scorpions du temps  les cierges du temps
poitrine sur poitrine flamme sur flamme les corps entiers 
une immense caresse comme si nous ouvrions des ailes 
malgré les tourbillons  grâce aux tourbillons

J'inventerai l'urgence d'un amour fou plus charnel : maintenant 
Car il n'est plus temps de s'égarer dans la tendresse de l'imagination
Il est temps de l'éclair : maintenant

la chair vivante de l'éclair nous appelle au vol
malgré les dangers  grâce aux dangers
surtout le danger de vie et de mort
qui se lève pendant la longue nuit dubitative où le ciel explose
nuit de libération   attente   solitude

Il est grand temps d'inventer l'écriture la plus charnelle 
malgré les décombres  grâce aux décombres

Il y a le matin le midi le soir la neige la brûlure : la peau accepte les contraires
les affections contraires à l'infini 
la naissance de chaque visage s'oppose à la domination des cicatrices d'après guerre

je clame du désert et de l'orage et de la crue
je suis la clameur qui répète le dessin du nombril décousu : plaie ou chanson
Poésie très rare des lèvres de la mère
tandis que le chemin devient maison 
 
la chair librement nue apparaît comme si les dunes devenaient du vent ou 
de l'or à la surface de la mémoire où nuls dieux ne reposent plus
à l'intérieur de nous : la nudité  la plénitude de nudité  conquiert la Divinité
   
la nudité de la poitrine s'accomplit et s'accomplira à l'infini

Il est temps de perdre le Silence bouche dans la bouche

une aube de soif et de faim plus jeunes que ce temps très humide au début du centre
une aube de soif et de faim déchire le visage 
interroge le nombril mon signe qui signifie venir d'ailleurs

ma soif ma faim touchent le temps vierge si temps il y a
si une aube il y aura comme si une poitrine pouvait Tout créer autour d'ailleurs
sans aucune science nouvelle que celle du déluge lentement remplissant le lac de terreur 
comme si une chanson
parvenait à la Poésie de la Fuite nocturne

J'aimerai la chair de la Chance
d'infinis hémisphères liquides ici il y a
ils expliquent comment aller dehors dans la Plénitude et revenir autour
du vide  peut-être suite de la bouche
  
il y a aussi du sable doux et du sable acide acide sur 
la poitrine ouvertement
le sable tombe de la chanson qui brûle à midi plus que la caresse
plus charnellement que toute caresse de la Main Promise 

j'espère ton courage sur ma poitrine
inquiète poitrine d'attention

l'Âge la plus charnelle commencera comme si la poitrine pouvait descendre
jusqu'au sol
  
notre sol de la première argile

les mains rouges sur les ventres rouges souffleront vers 
midi l'heure d'évidence 
l'heure de Soleil ou de Sommet

ma poitrine va jusqu'au sol
maintenant
poitrine sur ou contre l'Altération
une poitrine sur une autre poitrine
une seule respiration-source-séisme processus de chair

une seule poitrine en ce monde
notre poitrine de communion et d'aventure
notre poitrine mûrira suivant notre source de respiration 

ici la poitrine devine déjà le rythme de l'approche 
terre  feu  air  eau
les éléments les plus charnels appellent d'ailleurs de l'étranger
agitent le poème de Sophie au bord du précipice durant le souffle
de la Main Promise
 survenant de l'intérieur

Notre Eros Géologique nous rajeunit : il nous faudra un Chaos d'Eros 
beaucoup plus vaste que Mystère il nous faudra
aimer la chair de la forêt comme si la nudité de l'arbre était 
la Vérité tactile de l'Inconnue  et sous-jacente et surplombante  
il nous faudra apaiser notre fièvre de course et d'accélération
attaquer les axiomes à combustion dans les moteurs des machines

il nous faudra dès le début la folie la plus géocentrique
il nous faudra donner notre coeur à l'enfant : Eros de Pangéa

Ma poitrine descend jusqu'au sol

l'extase de cette descente commence noire
avant l'aube et ne cesse de commencer
autre soir  autre matin autre saison autre paradis plus charnel que nos utérus et 
leurs vibrations : Chaos de Joie  ce soir  ce matin
autre soir  autre matin 

Notre poitrine touche le sol
Notre nombril rouvre le fleuve de la Mère-Sophia 
à venir

Friday, January 17, 2025

Nevoeiro oceânico: ternura atmosférica


Nevoeiro oceânico: a Ideia de Infinito envolve a minha finitude, meus grãos de areia viva, sempre memórias desejantes de outros mundos neste corpo, aprendendo a respirar e a perder o ar, confiando na atmosfera

Nevoeiro oceânico: uma carícia de luz húmida, uma ternura atmosférica, secretamente no espaço inteiro

Aqui partilhamos a revelação contínua de Eros Cósmico e a surpresa original de nascer


Nascimento de nevoeiro oceânico: ternura atmosférica e metamórfica, quase chuva face-a-face, no limite de crer e descrer no Possível Sol que falece e desfalece, consegue e desconsegue, oscilando nos lábios, nos dedos, nos pés, no limite corporal, fisicamente no limite aberto sobre as praias rochosas dos infinitos amores deste mundo, amores de redenção, amores de perdição, amores de sangue ambíguo 

Um outro Sol desce sob o véu, atinge o coração, o mais carente coração de Aurora semi-obscura    

Tuesday, January 14, 2025

Omnisciência: Amar o Oceano como Fonte


 A única omnisciência com capacidade erótica transformadora encontra-se na omnisciência das singularidades transfinitas. 

Omnisciência de singularidades transfinitas é a omnisciência vibrante que gera o sentido dos sentidos. Consiste em cohecer passionalmente a energia e o fluxo de energia de cada gota de água do Oceano inteiro em cada instante, assim desejaria conhecer passionalmente cada instante de ser-para-Ti.

"Amar o Oceano como Fonte"? Que significa esse modo de ser-amar?

"Amar" é, na semântica dos sentidos eróticos exponenciais, a perturbação obsessivo-compulsiva da singularidade sensível suprema: desejar-me e desejar-te e desejar-nos como a Singularidade Absoluta de viver-por-Alguém e morrer-por-Alguém que, pela primeira vez, se realizaria na história do Cosmos e da Humanidade com uma Verdade e uma Autenticidade e uma Intensidade que nunca tinham ainda existido e que nunca mais existirão, nem nunca mais poderão existir.

"Amar o Oceano" é amar a unidade dinâmica, energética, criativa do Oceano onde todos os mares se ligam e se renovam e se transcendem. Este é o Oceano unificante primordial, Pantallassa. Amar o Oceano contém a Vida. Ser amante de Oceano é submergir-se corpo-a-corpo nas suas águas, amando absolutamente a ondulação, a cintilância, a tempestade... 

"Amar o Oceano-como-Fonte" é permanecer no centro da elipse e da parábola e do círculo: os olhos de frente para o Sol Nascente, com a visão de Alfa e Omega no peito transbordante de vento juvenil...


(A Questão prática dos movimentos corporais mínimos com poder máximo:
Quantos milímetros quadrados deverá ter a superfície de contacto dos lábios para que o beijo seja uma visão de Alfa e Omega transbordante de vento juvenil?)

(Outras questões físicas, porque fisicamente deve acontecer "Amar o Oceano como Fonte" em cada instante de Amar-Te:
Quantos miligramas de força deverá ter a colisão dos lábios para que o beijo seja a sensação plena de Alfa e Omega transbordante da Respiração Criadora?
Quantos milissegundos de duração deverá ter esse instante para que o beijo seja...?
Quantos mililitros de saliva, de transpiração, de sangue fervente deverá ter o fluxo daquele instante no meu Desejo e no meu Terror para que o beijo seja...?
Quantos milivolts devem agitar cada milímetro quadrado do peito em quase colapso, vencendo o horror do vácuo, para que o beijo seja o Vento Juvenil do primeiro dia da Criação?)

Monday, January 13, 2025

Angústia inoxidável


uma vida inteira 
o leme dentro 
das forças 
no coração

os músculos
do coração
dentro de tempestade


(Que alegria poder sentir
a grande angústia oceânica por dentro
a vida inteira
Que alegria respirar na tempestade
por dentro
a grande angústia inoxidável)




 

Friday, January 10, 2025

Metropolis: Multitude of Bodies, Solitude of Soul


whence are you coming?

(Coming and already missing?
Are you suffering from the trauma of the past Metropolis?)

where are you arriving?

(Arriving and already leaving?
Are you suffering from the anxiety of the present Metropolis?) 

whither are you bound?

(Flying and already plunging?
Are you suffering from the desire for a future Metropolis?)


The journey is the supreme intoxication
Destinations are the supreme fiction


(Envisioning and already losing senses 
into the uncharted oceanic foam?)

Love this place Love this moment 

Love your orbit here and Love your orbit now 
For your orbit contains 
here and now 
infinite Adventure
Plenitude and Vacuum and the Parable of Acceleration

Love this uneasiness of the anchoring heart
the winged heart of thousand horses and dolphins
when we were the Creative Process

Love Absolutely your rock and Love Absolutely your wind

Thursday, January 9, 2025

Das Paradoxon von Angst: o instante interrogante descontínuo


 Angst: 
talvez um duelo, elevado ao Infinito das oposições e das composições.

Angst: 
Talvez Duelo, supremo ou primordial
duelo dentro do meu sangue vivo
sobre-contra-através o Projeto de Tudo e Nada em mim, infinitamente singular e universal, infinitamente comigo, contigo, connosco, convosco:
quem sou, quem quero ser, quem posso ser, quem devo ser? quem sou em mim, por mim, comigo? quem sou em ti, por ti, contigo? quem sou em nós, por nós, connosco?
quem és em mim, por mim, comigo? quem és em nós, por nós, connosco?
quem queres ser ? quem podes ser? quem deves ser?
em mim, por mim, comigo? em nós, por nós, connosco?
Quem somos, quem queremos ser, quem podemos ser, quem devemos ser?

Angst: 
um duelo, onde, 
um duelo, onde, em cada golpe, os adversários crescem 
mais fortes e mais combativos e mutuamente invencíveis, 
ninguém perde, ninguém ganha, ninguém se rende, ninguém se esgota. 
Duelo de intensidade em progressão geométrica até ao Apocalipse do Todo. 
Duelo é a energia da combustão e a matéria combustível - tudo aparentemente tendendo
para Infinito
no corpo animado de tudo. 
Duelo Inteiro Insolúvel. 
Duelo em que o infinito se fragmenta e se sintetiza em aflição
questões de aflição, questões de golpes dilacerantes,
feridas na Incompreensão que não repousam nunca. 

Angst:
É o Todo, a Intriga verdadeira e falsa: 
o Duelo talvez em toda a luz e treva, em toda a mão e boca. 
Ser é indefinidamente sem Paz, absolutamente sem Paz.

Angst: 
confrontação de mim comigo diante do Fim iminente possível. 
Qualquer instante é Capaz de Absoluto Princípio ou Fim, 
Nascimento ou Metamorfose, 
Limite ou Limiar.
Cada instante é inteiramente Capaz-de-Deus.

Angst:
Talvez Duelo: Perigo, aflição, excesso de Silêncio dentro da Palavra.
O choque de um instante sísmico: alteração total da geografia e da psicografia
instante interrogante discontínuo.
Esta confrontação contém-me.

Angst:
Reconheço-me na Alteração
comigo  contigo  connosco 
o meu mar inteiro passado, as tuas âncoras livres, as nossas bússolas no coração, 
os meus portos abertos, as tuas praias solares, as nossas Pessoas sagradas, 
tudo em perigo de Principiar infinitamente Novo ou submergir para sempre, 
tudo na aresta de um Milagre ou Abismo possível


(Imagino Édipo, pedindo exílio em terra estrangeira, após o colapso de todas as aparências de Verdade, hiperconsciente de ter vivido perdido desde o nascimento, acalmando o desejo de decifrar, aprendendo a orar sem Palavra, religando-se ao Mistério da Ignorância...)
 
(Imagino Édipo, o miserável decifrador, quase no Fim, depois de se impor a cegueira que salva o sentido de ouvir e tocar... a humildade de Logos diante de Caos: "Agora, creio ser possível saber algo sobre quem sou. Mas poderei agora viver ainda alguns dias em Verdade comigo, contigo, connosco? Poderei agora permanecer, pelo menos um instante final mínimo, nesta vida, bebendo outra água na fonte do Santuário: água de gratidão, água de perdão, água de paz? Serei agora ainda capaz de viver um instante de Primavera Nova: pensar-me e sentir-me e compreender-me e amar-me nos braços de uma filha autenticamente minha filha, íntima da minha Desgraça, sem lar no mundo senão a certeza da Passagem e da Lei de Eterna das ligações entre vidas?)

(Imagino Édipo compreendendo-se, transparente e transvidente nos olhos infinitos de Antígona... "Éramos inteligências furiosas que perseguiam a vida contra a Necessidade, confiantes nas suas forças, ignorantes da sua miséria crescente. Somos agora cósmicos, mais capazes da Sabedoria-de-respirar...")

(Imagino Édipo em metamorfose para sacerdote-mendicante-de-nada, nos instantes interrogantes descontínuos da sua última Era Finita, sempre mais capaz de pertencer ao Fogo-vento-indecifrável: sempre mais capaz de transcender a Inteligência e transcender a Fúria...  )

Wednesday, January 8, 2025

Sophia Enciclopédica & Sophia Délfica


 Sophia conhece a ondulação da angústia e a ondulação do êxtase. 
Assim, era minha mãe; assim, era e continua misteriosamente minha mãe 
numa certa voz íntima que me fala 
em cada vértice 
do dia e da noite.

Monday, January 6, 2025

Amor fati: Zwang zur Vision & Zwang zur Orgiasmus


 Love your tree, love your forest, love your wildfire
even while sleeping within the seeds within your Genesis
your infinite womb
seismic womb calling the proper name of Darkness

I am the flesh to come 
climbing from your empty stomach to your full moon
flesh of alphabets and organs and codes yet to beat
infinite flesh of future animals  

poussière de ta pierre poussière de ta chair poussière de ta peau


mémoire de poussière 
toujours encore mémoire de poussière

ta pierre   ta chair   ta peau
dans la bouche encore chaude
mémoire souffle 
poursuivant le tambour

toujours encore grains de sable
une friction sur la langue sur les yeux
contre le désert poitrine
aussi nue que folle 

ta pierre  ta chair  ta peau
mémoire souffle
après la brûlure toujours nouvelle
brûlure qui saigne comme le fleuve 
de lave

au commencement de la plaie vitale
l'Absence 
un signe d'Absence
vient de battre et d'enfoncer 
ma porte ouverte


 

Friday, January 3, 2025

Arte da Invenção


Inventar do nada
um universo inteiro ou uma antena de formiga
necessita a mesma Infinita Potência
a Ideia de uma Arte de Invenção
Absolutamente Arte de ser 

(PS: há infinito em todos os pontos e instantes da minha vida
porque cada ponto/instante é o Infinito Projeto de minhas linhas infinitas cruzadas
condensadas numa gota de sangue que ferve até vapor )

(PPS: ver um ponto é ver uma linha infinita de perfil
olhos nos olhos como quando declaramos o Amor Absoluto)  

 

frutos no código geométrico das nuvens


certas manhãs minha mãe desejava nuvens e chuva
a possibilidade de frutos no jardim

eu subia acima das nuvens
procurando a Origem de Desejar frutos
Origem de fome e sede surpreendendo a Maternidade
Desejo de açúcar de frutos entre mães e filhos

podemos admirar frutos colher frutos saborear frutos 
no ar  nas ondulações do ar onde se escrevem olhos nos olhos 
cem capítulos de línguas perdidas no labirinto
durante um milénio de peregrinação
 uma noite mais longa do que um fragmento de carta 
« recordo ainda os últimos dias que não sabiam quem eram »
a carta de despedida da Linguagem na minha mãe
sofrendo o infinito sensível:
« vou para o silêncio através do Sul »

enquanto o silêncio cresce, respiro a Filosofia mais oxigenada
acima da ideia de Tempestade Infinitamente Próxima
a ideia da construção Apaixonada na minha mãe
sofrendo o infinito sensível:
« não sei se os meus filhos saberão fazer farinha
com grãos de palavras 
olhos nos olhos » 

hoje é o Primeiro Dia no meio de uma palavra
quase somente silêncio 
fragmento de voz
fragmento de despedida

Recordo  saborear frutos no código geométrico das nuvens
um ponto uma linha um plano uma figura unindo
entre as palavras o Projeto da mãe construtora
trabalhando infinitamente o lugar do fogo 
a casa materna sempre recém-nascida
silêncio de água e fogo silêncio de terra e ar 
a verdade olhos nos olhos
nas raízes e nos troncos e nos ramos de todos os corpos 
sobretudo na altitude
nos corpos de vapor quente
corpos desenhados no Equador das paixões
pela Geometria das Nuvens (a intriga mais instável) 
corpos animados no Solstício das paixões
pela História dos Ventos (a intriga mais instável)


(PS: Produzir do nada um universo inteiro ou uma antena de formiga
necessita a mesma Potência Infinita
a mesma Paciência Infinita
porque sofrer e criar é sempre uma modulação do Infinito.
Sentir o Infinito por adição ou o Infinito por divisão pertence-me
na qualidade de carne viva em parábolas abertas às explosões solares)