"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Friday, July 1, 2016
Thursday, June 16, 2016
Profeta: Paixão do novo
O
profeta fala línguas de outros mundos desejáveis, na vertente do
Futuro-mais-desejável. O profeta acredita no Possível e delira inteiramente
porque crê inteiramente. O profeta ataca a cidade com uma espada primaveril,
ataca cada verbo vivo no singular.
Com
os golpes da espada primaveril, novas folhas verdes explodem no espaço. Tudo começa
agora no aço brilhante da lâmina.
Aproximo-me
do profeta para compreender a crise da Aliança. No mesmo instante, sinto a evidência
de uma ferida, um fluxo de sangue, uma abertura nova no corpo novo. Estou
ferida, a partir da evidência que vem aqui ao corpo averbar noutras línguas o Desejo
Futuro de crer e desejar e atacar os verbos carentes de outras línguas no
singular, no absoluto singular, no vazio inquieto do absoluto singular, eu.
Significar
eu é apontar para um vazio denso, vazio capaz da intensidade total dos verbos, vazio
originante de delirar e crer inteiramente na loucura de ser corpo. Eu é um
tacto essencial, uma sensibilidade corporal, uma exposição de corpos-entre-corpos
como verbos-entre-verbos, com a densidade do vazio absoluto a produzir plasma e
a queimar o Alfabeto e o texto todo dos alfabetos.
Eu não é texto. Somente energia no singular que acontece e insiste e averba
Mundos.Monday, June 13, 2016
Promise: we laugh we touch
In dreams we promise the orange ocean the love song
over the skin where we laugh and touch
seven times in dreams we promise the story the cycle
the voyage of one skin
In dreams we rebuild the voices promising the infinite one
our thirsty feet climbing towards the sun
seven times the kisses coming out of the orange ocean still burning the full mouth
you do not die you do not suffer listen to the song and breath
the tide of horses overflowing the red grapes of the poem
where you kiss the beginning over again
you are beloved you are the new-born wave
the poem invites the motion of burning matter
we promise we can more than dreaming over-Possible orbits creating first space for lives
seven times the growing promise
the promise prevailing over iron and rock and abyss
we promise the dreaming folly of our mouths full of the orange ocean song
in dreams we are the rage of the miracle and everything
close to the first skin we breath and understand
your palms unfolding the cycle of open flights over me
over us again the beginning the trembling within fruits
and we laugh and we touch the mouch of love the warm doors of a round moon
the skin promises raining over intense pages
and over intense vowels knot by knot under the tongue
infinite language never enough happening through my virgin palms my future babies my womb in want of heart
we promise light inside the infinite calendar
voyage through need forcing the event entering the bath
promising the first mouth touch as if bleeding unknown excess
the over-Possible waters
against never enough
Monday, April 18, 2016
Imaginar a Página
Manhã. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio quente sobre o peito imagina a página, a mulher, a manhã.
O dia explode lentamente na pele e a sua explosão alastra pelas fibras do corpo.
Acontece o Mundo e Tudo, sem absoluto. A mulher trabalha a página.
Tarde. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio navegante desenrolando sobre o peito uma linha de espuma.
O dia sobe e agita o Mundo e Tudo com a sua alegria líquida de correr.
A fonte acontece sempre, sem absoluto. A mulher trabalha a página.
Noite. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio, dentro das mãos, junto ao fogo interrogativo, sobre o peito, imagina.
A Noite, escritora, acontece sempre, Além-Mundo, Além-Tudo, sem absoluto.
Somente círculos inquietos fazem arcos com tanta sombra quanta luz.
Os lábios acontecem sempre, acontecem e tocam a pele inteira, Onde.
E a pele acontece, tanta sombra quanta luz, sobre os lábios da página Onde.
A mulher trabalha as fibras noturnas com silêncio novo. Atinge o Cântico a página.
Uma flecha de vazio quente lança a mulher sobre o coração de fogo do Cântico.
A Noite, escritora, imagina a mulher e a sua flecha sobre o peito da página,
através das fibras do peito até à plenitude dos tempos. A noite imagina. Acontece.
O útero ardente de Deus, na paixão dos Possíveis, antes de Criar o Princípio. Alpha.
A paixão atinge a flecha. Imagina Noite. Estridências, silêncios, lábios tocantes.
A mulher trabalha a página com elipses, parábolas, danças.
A Noite escreve na paixão dos Possíveis. Pede Desejos, pede Astros.
Porque os olhos fervem, com quanta luz tanta sombra, Dia-a-Dia.
Uma ausência, sem absoluto, atinge o vector da flecha, a mulher da espuma.
Acontece exatamente Onde. Imagina.
Noite imagina nexos, plexos, textos, sobre o peito, o acontecimento da página.
Imagina amar. E ama na página a esperança do Princípio, ou a linha da esperança,
por Onde atingir a espuma da fonte.
Porque somos a Origem quebrada que trabalha sempre Onde
na página do peito. Porque somos o livro impossível Onde. Uma flecha
sem absoluto lança o coração para o vazio da página. Imagina álcool
nos Desejos
nos Astros, pedindo, orando, Além-Deus, como se Haver pudesse
mais do que Haver.
Porque escrever o sentido da fonte sobre o disperso areal, sem absoluto.
Porque Onde
reunir a mulher na espuma dos lábios tocantes, quase atingir
a flecha, sem vector íntimo,
senão uma ausência exatamente Aqui, neste ponto,
sem linha absoluta.
Somente como se.
Imagina. Acontece. Fibras de mulher na fonte da página
trabalha o Mundo e Tudo.
Uma mulher senta-se no chão. O corpo desenha e escreve. A boca tacteia nas nuvens.
Um vazio quente sobre o peito imagina a página, a mulher, a manhã.
O dia explode lentamente na pele e a sua explosão alastra pelas fibras do corpo.
Acontece o Mundo e Tudo, sem absoluto. A mulher trabalha a página.
Tarde. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio navegante desenrolando sobre o peito uma linha de espuma.
O dia sobe e agita o Mundo e Tudo com a sua alegria líquida de correr.
A fonte acontece sempre, sem absoluto. A mulher trabalha a página.
Noite. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio, dentro das mãos, junto ao fogo interrogativo, sobre o peito, imagina.
A Noite, escritora, acontece sempre, Além-Mundo, Além-Tudo, sem absoluto.
Somente círculos inquietos fazem arcos com tanta sombra quanta luz.
Os lábios acontecem sempre, acontecem e tocam a pele inteira, Onde.
E a pele acontece, tanta sombra quanta luz, sobre os lábios da página Onde.
A mulher trabalha as fibras noturnas com silêncio novo. Atinge o Cântico a página.
Uma flecha de vazio quente lança a mulher sobre o coração de fogo do Cântico.
A Noite, escritora, imagina a mulher e a sua flecha sobre o peito da página,
através das fibras do peito até à plenitude dos tempos. A noite imagina. Acontece.
O útero ardente de Deus, na paixão dos Possíveis, antes de Criar o Princípio. Alpha.
A paixão atinge a flecha. Imagina Noite. Estridências, silêncios, lábios tocantes.
A mulher trabalha a página com elipses, parábolas, danças.
A Noite escreve na paixão dos Possíveis. Pede Desejos, pede Astros.
Porque os olhos fervem, com quanta luz tanta sombra, Dia-a-Dia.
Uma ausência, sem absoluto, atinge o vector da flecha, a mulher da espuma.
Acontece exatamente Onde. Imagina.
Noite imagina nexos, plexos, textos, sobre o peito, o acontecimento da página.
Imagina amar. E ama na página a esperança do Princípio, ou a linha da esperança,
por Onde atingir a espuma da fonte.
Porque somos a Origem quebrada que trabalha sempre Onde
na página do peito. Porque somos o livro impossível Onde. Uma flecha
sem absoluto lança o coração para o vazio da página. Imagina álcool
nos Desejos
nos Astros, pedindo, orando, Além-Deus, como se Haver pudesse
mais do que Haver.
Porque escrever o sentido da fonte sobre o disperso areal, sem absoluto.
Porque Onde
reunir a mulher na espuma dos lábios tocantes, quase atingir
a flecha, sem vector íntimo,
senão uma ausência exatamente Aqui, neste ponto,
sem linha absoluta.
Somente como se.
Imagina. Acontece. Fibras de mulher na fonte da página
trabalha o Mundo e Tudo.
Uma mulher senta-se no chão. O corpo desenha e escreve. A boca tacteia nas nuvens.
Thursday, April 14, 2016
Thursday, March 31, 2016
underground questions
Always the novelty of loneliness. Here, abdominal force. The center is hollow. The branches of my trees are afraid. Here, my mother's impotency. The sea recedes into the first womb. I am the one who thinks, writes, suffers, before the path, amidst absence, the naked urgency of eternity. And You wave as if you had charted the possible escapes, the underground cycles of creation and loss. Outside, touch the skin of the world, edged with questions, the underground questions. It is more and otherwise than cross-fire. It speaks many tongues and it does not pass, it conflagrates the whole being, like angels, if Angels made love.
I might dive into dreams, stirring the World. Nowhere to go, not enough room to care of the crying bodies of mine... intimate soaring against the simple daily bread.
If all love secrets lead to an ultimate obstacle, a candle light, a sterile juice, a blurred dream, all at once planted at the psalms of unknown Life... I am against... You cannot vanish.
I never desired the details of foam around the strongest springs, my muscles cross several lifetimes, on returning from flashes of fullness, in love with the Idea of Infinity...
Wednesday, March 30, 2016
writing within a cloister
i walk through your cloister. there is a well at the heart of the inner garden. i wonder whether it starts to rain before midday. and whether the nude will yell or sing at the selfhood of things.
i ought to study the cycles and the fractions of despair between instants of rebirth. what is life? who is now at awe? on the edge? developing an Idea that fights against the strictures of words, loops, strings, spirals?... who is knocking at my confusion? Possible children jump over the blue shadows of complication and free the rhythm or logic or mystery or careless rapture...
i ought to study the cycles and the fractions of despair between instants of rebirth. what is life? who is now at awe? on the edge? developing an Idea that fights against the strictures of words, loops, strings, spirals?... who is knocking at my confusion? Possible children jump over the blue shadows of complication and free the rhythm or logic or mystery or careless rapture...
Saturday, February 13, 2016
open trail
whenever you love, follow the trail of living blood till the end.
if you love me, follow my trail of blood till the end.
this is my bleeding of ours
there's no intelligence of love without those dots and those lines and those continuous streams of intensities, drawing their world from within, from between, brom beyond body to body
Thursday, January 21, 2016
Wednesday, January 20, 2016
barco à vela
como te sentes na Terapia do Último? como te despes no Presente da despedida? como fazes as órbitas sem espaço? por que dizes 'não' durante o fruto?
quando nasci, acreditava no chão do mundo.
sabia contar a história da lágrima sem retorno.
Sophia imaginava os olhos de Alguém e o suspiro anterior.
Sophia tem coração alfabético. Sophia mergulha agora numa questão, bomba-relógio, que pode destruir tudo e regressar ao planeta gasoso da mãe.
Pergunto ao rio e ao leito do rio e ao limite íntimo do leito do rio: mergulho? mergulhamos? no pássaro, no peixe, no beijo.
somos a mesma noite.
fingimos a arte de cair.
fingimos uma queda de costas contra o chão inflamável onde repetimos nunca.
uma queda contra o chão.
perdemos a respiração, partimos algo no corpo e não sabemos
o quê, quanto, porquê.
fingimos o mar e a tempestade.
Sophia tem coração alfabético. Sophia mergulha agora numa questão, bomba-relógio, que pode destruir tudo e regressar ao planeta gasoso da mãe.
Pergunto ao rio e ao leito do rio e ao limite íntimo do leito do rio: mergulho? mergulhamos? no pássaro, no peixe, no beijo.
somos a mesma noite.
fingimos a arte de cair.
fingimos uma queda de costas contra o chão inflamável onde repetimos nunca.
uma queda contra o chão.
perdemos a respiração, partimos algo no corpo e não sabemos
o quê, quanto, porquê.
fingimos o mar e a tempestade.
Sophia dorme no sofá e não quer nem pode
tocar no esquecimento.
a criança nunca esquece o barco à vela.
tocar no esquecimento.
a criança nunca esquece o barco à vela.
Tuesday, January 19, 2016
Atmosfera
a história começa atmosfera
o sol cai muito jovem na solidão do álcool
dentro das mulheres
o que é uma mulher senão combustão?
com ritmos lunares?
a lua escreve a mulher na terra na noite
no segredo talvez
aqui fazemos árvores que salvam
a memória perfeita de Alpha
escolhemos perder o caminho aqui entre Alpha e Beta
Gama e Delta uma última boca no chão
um silêncio sangra na história entre Alpha Beta Omega
tu cantas a perseguição e tens medo de Gama Delta Omega
e adormeces entre Delta e a guerra
e adormeces entre Delta e a guerra
entre Alpha e Phi Chi Psi Omega
entre Omega e a guerra e o amor
entre Omega e a guerra e o amor
tu a guerreira desarmada
o seio procura aqui boca onde arder
aqui corre a história de leite e mel
a louca história da boca que clama no deserto
o seio perdido onde corre leite de Alpha e mel de Omega
e chove o corpo fazendo todo a lama da guerra
o seio grita boca
Desejo
lábio
incombustível
o seio perdido onde corre leite de Alpha e mel de Omega
e chove o corpo fazendo todo a lama da guerra
o seio grita boca
Desejo
lábio
incombustível
Subscribe to:
Posts (Atom)
Sou ainda a Baía Aberta
As minhas montanhas mergulham em Oceano como o meu amor mergulha em Saudade natação infinita de mamíferos marinhos através de mim - Baía ...
-
Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
-
Eros Vital = aproximação da Beleza íntima aproximação da Beleza ascensão íntima na aproximação da Beleza hora de ascensão íntima na aproxim...











