Thursday, February 15, 2024

Sobre o Desespero dos Poemas de Amor

quase no polo sul do fogo e do gelo

uma canção desesperada procura seu Oriente

a infinita dor dos lábios canta o Silêncio do Extremo

a infinita dor do desespero dos poemas de amor é sempre

a linguagem mais bruta: Silêncio do Extremo



sobre o desespero dos poemas de amor todos os lobos uivam de loucura 

e Alegria 

e Confusão

sobre o desespero dos poemas de amor: sensação corporal de princípio e de fim

sensação de enigma no corpo-e-terra 

alteração em todas as fibras

desespero-na-canção

poema de carne e estrela e pó


sobre o desespero dos poemas de amor: as cordas tensas

as cordas das harpas e das cítaras e dos barcos e das armas

as cordas gritam e ecoam... 

meu corpo-e-terra na língua toca nos extremos: a falésia mais alta e o colapso mais fundo e o medo mais mortal

a infinita dor: infinitos animais selvagens mordendo dentro de todas as fibras feridas

minhas fibras de carne e estrela e pó aquecendo no ácido do desespero dos poemas de amor

aqui bebo a canção desesperada desde o silêncio antes do Primeiro Poema: Silêncio boca-a-boca 

aqui antes da literatura, começa o sangue ofegante do êxtase derramado boca-a-boca  

Tuesday, February 13, 2024

Vertigem de Abandono


Recordo-me confusamente, intensamente... da vertigem de abandono... 

Recordo-me obscuramente com uns flashes de relâmpago multicolor... da vertigem de abandono... sentindo e imaginando na respiração vazia... como uma criança, eu-criança, poderia adormecer no colo da mãe e acordar um dia absolutamente só, selvaticamente só, sobre a rocha nua da solidão, no tempo do fim, ou o tempo após-o-fim, após o fim de todo o seu mundo vital, após o fim de toda a sua maternidade...   

Recordo-me nebulosamente da vertigem de abandono... a sensação-imaginação do terror de um dia poder-ser-só... a sensação-imaginação dolorosa da possibilidade ou quasi-necessidade trágica de um dia eu-existir-órfãmente... 

Angústia experimental de querer sentir o peso da dor futura, o peso do pior mundo possível futuro... Angústia auto-induzida para medir a potência do Desejo-de-vida e a contra-potência da desordem... 

Recordo-me obscuramente de querer sentir e imaginar as catástrofes do pior-mundo-possível, o ácido do Sacrifício, o caos dos processos de metamorfose indefinida... assim, aprendi o lugar dos meus músculos mais ínfimos e das suas veias mais ínfimas vibrando na respiração lenta, no limite do pulmão vazio... aprendi quanto todos os sentidos são tensões amorosas que temem perder-se...      

Mountain Ways: Atmosphere of Free Love


Mountain Ways within my Life
The Way in search of Moving Bodies 
flowing from the First Waters
within the First Inner Spring
 

Free Love Way: everything ever New
(Novelty renewing All-Reality) 

Freedom of Loving Way: everything ever Possible
(Love reanimating All-Novelty)

Liberating Love Way: everything ever Desirable
(Life reenacting All-Love)

This is Eternal Youth within the First Waters
the Secret why Life is always more Future
more than being-and-non-being

Sunday, February 11, 2024

Liebesgedichte onhe Liebesleib?



» Ach, wie sehn ich mich nach dir,
Kleiner Engel! Nur im Traum,
Nur im Traum erscheine mir! «

(Unsinn, Goethe! Wachen bitte auf!
Gehen Sie zurück an Ihren Schreibtisch.
Schreiben Sie dieses harmlose Gedicht um, 
aber füllen Sie es jetzt mit verkörperter leidenschaftlicher Sprache, 
d. h. mit Verweisen auf Körperteile und Körperempfindungen 
von Angst und Liebe.
Ein Liebesgedicht muss Dolche werfen! 
Absurdes Romantisieren!)

Träume, Wünsche, Ziele

 


folgende Abgründe 

jetzt zusammen am Anfang der Intelligenz: 

Ich weiß, das ich nichts besitze

zu viel Weisheit 

innerhalb Orakle 


folgende Abgründe 

hier zusammen am Anfang der Sprache:

Ich liebe, dass ich nichts besitze

zu viel Liebe

innerhalb Vogel


ich liebe dein Verb Leben

Saturday, February 10, 2024

Love: the Oneness and the Manyness


 Is it always the same sun?
one and only sun within every ray
generating light and its passions?
the infinity of colors?

Is it always the same love?
one and only love within every life
generating desire and its passions?
the infinity of embraces?

Is it always the same poet?
one and only poet within every art
generating signs and its passions?
the infinity of poems?


(Radical Infinity reconciles my motions 
over-erring over-aiming over-flowing)

(Radical Infinity involves me
my senses my times my bodies
between and amongst
One and Many)

Caminhos: passos no Desejo-de-ir e nada-mais-do-que...


no princípio
o Caminho acontece como Clamor

pedra sagrada do Desejo-de-ir
e Voz-no-deserto dentro dos passos

durante Caminhar
o Caminho faz-se carne que crê e espera e ama

quando há vertigem e terror de cair
o Caminho constrói a Casa-na-falésia
e o Fogo-da-casa-na-falésia 
e o Mistério-do-fogo-da-casa-na-falésia
e a Voz-da-mãe-no-deserto




(nada mais do que carne viva dentro do Desejo-de-ir)

o Caminho vibra em todas as paixões 

(dentro da carne viva
e nada mais do que carne viva
dentro do Desejo
o Desejo-de-ir)

as paixões de movimento são a Verdade de Eros
a força inventiva de Caminhos e Caminhantes

 
caminhar é dançar mais vastamente
mais amplamente  mais inteiramente
mais corpo-a-corpo na terra-a-terra

os caminhos são a Paixão-da-Invenção
Verdade-de-Eros 

Caminhos: Paixões e metamorfoses de corpo-e-terra


 os caminhos libertam Caminhantes

(ganhamos e perdemos vertigens
sempre antigas e novas
no real Absoluto de corpo-e-terra)


o Caminho brilha nos olhos livres

(ganhamos e perdemos terrores 
sempre sábios e loucos
na errância Absoluta de prazer-e-dor)


o Caminho liberta corpo-e-terra passo a passo 
 
(atingimos a respiração da Altitude
enquanto Silêncio atinge Cantar)


os Caminhantes devêm Animais Voadores
à imagem das Canções de Eros

(duramos-per-duramos  passo a passo 
o Caminho entra nos ciclos do corpo
enquanto se crê e se espera e se ama 
mais-do-que o Razoável)

a força do Caminho
cresce na História
(os músculos de crer  esperar  amar)

Reminiscing-Imagining-Longing


 I remember clearly the Reals of this world
Dawns and Rocks

I imagine obscurely the Possibles of this world
Suns and Ecstasies

I long intensely for the Necessities of this world
Loves and Wildfires 

Tuesday, February 6, 2024

Desejo Primordial Infinito


(Este Livro expõe Segredos Rítmicos:
é a linguagem de Eros na carne viva
Eros-dentro-de-Psyche)


(Segredo Feminino:
Por fim   Principiar
Ser Capaz-de-Dizer   
a minha boca   na tua língua livre
Te-Amo  neste mundo
Te-Amo em todos os mundos possíveis)


(Só se pode amar o que se conhece?
O Amor é 
a imaginação das Incógnitas Futuras
face-a-face.
Só se pode amar o que se alucina e delira?
O amor é a fábula real desta vida.)


(Cifras-me? Decifras-me?   
Alimentas-me? Devoras-me?
Cada questão é outro projeto de compreensão
Inescapável flecha nos seios nus   
face-a-face)

 

Monday, February 5, 2024

liquid intelligence


 a relationship between desire and fear
undulating again
uncovering again
primordially
face to face 

my own undulating and my own uncovering
expressing itself
being towards an Idea of Horizon

my own story as a whole
exploding and imploding
streams and currents and other unnamed
forces of Reality 

Sou ainda a Baía Aberta

 As minhas montanhas mergulham em Oceano  como o meu amor mergulha em Saudade  natação infinita de mamíferos marinhos através de mim - Baía ...