Saturday, February 13, 2016

open trail

whenever you love, follow the trail of living blood till the end.

if you love me, follow my trail of blood till the end.

this is my bleeding of ours

there's no intelligence of love without those dots and those lines and those continuous streams of intensities, drawing their world from within, from between, brom beyond body to body 



Thursday, January 21, 2016

Game over, play now


one cloud, a void leap, and a red waterfall. this is you, the ultimate player, carrying the blue seeds of the flight or fight.

the chess is another forest of symbols and arrows looking forward to vast skin and hair sunbathing   

Wednesday, January 20, 2016

barco à vela


como te sentes na Terapia do Último? como te despes no Presente da despedida? como fazes as órbitas sem espaço? por que dizes 'não' durante o fruto?

quando nasci, acreditava no chão do mundo.
sabia contar a história da lágrima sem retorno.

Sophia imaginava os olhos de Alguém e o suspiro anterior.
Sophia tem coração alfabético. Sophia mergulha agora numa questão, bomba-relógio, que pode destruir tudo e regressar ao planeta gasoso da mãe.

Pergunto ao rio e ao leito do rio e ao limite íntimo do leito do rio: mergulho? mergulhamos? no pássaro, no peixe, no beijo. 

somos a mesma noite. 
fingimos a arte de cair. 
fingimos uma queda de costas contra o chão inflamável onde repetimos nunca.
uma queda contra o chão. 
perdemos a respiração, partimos algo no corpo e não sabemos 
o quê, quanto, porquê. 
fingimos o mar e a tempestade.

Sophia dorme no sofá e não quer nem pode 
tocar no esquecimento. 
a criança nunca esquece o barco à vela.


Tuesday, January 19, 2016

Atmosfera

a história começa atmosfera

o sol cai muito jovem na solidão do álcool 
dentro das mulheres

o que é uma mulher senão combustão? 
com ritmos lunares?
a lua escreve a mulher na terra na noite 
no segredo talvez

aqui fazemos árvores que salvam 
a memória perfeita de Alpha 

escolhemos perder o caminho aqui entre Alpha e Beta 
Gama e Delta uma última boca no chão

um silêncio sangra na história entre Alpha Beta Omega
tu cantas a perseguição e tens medo de Gama Delta Omega
e adormeces entre Delta e a guerra 
entre Alpha e Phi Chi Psi Omega 
entre Omega e a guerra e o amor 
tu a guerreira desarmada

o seio procura aqui boca onde arder
aqui corre a história de leite e mel
a louca história da boca que clama no deserto
o seio perdido onde corre leite de Alpha e mel de Omega
e chove o corpo fazendo todo a lama da guerra 
o seio grita boca 
Desejo 
lábio
incombustível


Thursday, January 7, 2016

mastication versus kiss

water knows your hair and chest and vertigo 
(before real plus)
the days grow green songs 
trunks of inner green songs
inner agitation of leaves 

say slow fire groping X 
(before real plus)

this is the last love 
prophecy of love doubting
say curves of ours 
inner curves raining flowing grounding 
say deeper bodies of ours 

this is why we begin again anew as if one bird were all sky
why again anew flesh boiling 
dust boiling and X 
(before possible real plus) 

Monday, November 2, 2015

Libido

prime mover not knowing why to fight the cloud.

Desire misses you, Unknown.

This is another circle around the volcano and womb. I kiss it. I choose to persist through mountainous why? otherwise than truth and freedom and the possible flow of a beginning.

It rains. The tongue says rivers and love rows. The voice keeps rowing without knowing why.

You Desire the dangerous time of the Garden. Now, or someday, I believe one drop of the First Time may save All at once.  


Thursday, October 22, 2015

Vertical


Eyes 
climb trees and drink 
from other seven seas 
within your moon. 

The higher the larger the hotter, 
my hours 
off the new island 
where 
everything may spiral 
towards 
the purple idea of flowering 
beyond fear 

Tuesday, October 20, 2015

Bare chest desiring


You doubt. I desire.

Blue Desire blows White Rocks and bare feet
maybe hearts, mine and thine, yet to beat 

mineral mystery, many horses 
within bare chests

calling doubting revolving atmospheres. 

Kiss this square meter of ours
skin and mist over clay, mine and thine
yet to blossom 
under lips 
touching 
More than Absolute Rays  

Monday, October 19, 2015

Hour_Volcano

O Oceano vence o Pensamento dentro desta pedra, quase cinza, quase mulher, os cabelos... A espuma do Oceano desenha os afetos da chuva sobre os caminhantes. Somos a guitarra da minha mãe que atravessa o rio, com os ventos metálicos da urgência. Onde vamos tão novos? Pertencemos à Arte Elétrica da altitude. Somos os Futuros que dizem: o deserto é uma grande Alegria no corpo vibrante. Acredito em hipóteses de areia na língua, em línguas arenosas. Aquece tanto a tua Teoria na possibilidade do mundo. Acreditas em Outono no mundo original? Como vens beijar o interior do possível? Quando vamos nascer de outra água comum? ...Um poema faz o Evento mais inteiro.
Agora a língua vence o Oceano e os infinitos naufrágios mais do que futuro beijo. 
Adivinho as aves e as conchas onde há Saudade...     

Tuesday, October 13, 2015

Eros with Jazz

Eros plays warm jazz
with orange waterfall. Or so I hope.

how many hands are on approach from the rainy morning of drums 
your skin comes from a first Tongue of mine

Oriental touch, last night, maybe. going over events and paths, not yet.
the same woman, the same dress, the same posture.
closely, she flows and sings the opposite string of falling.
waiting for the keys where the infinite directions of one wind only
begins
Absolute
blowing
young flesh approaching Hope 



Sunday, October 11, 2015

Mulher = Poesia

sobre a Natalidade da Poesia e o Renascimento da Mulher-em-Versos


No princípio, era o espanto. Um animal inquieto, uma vida sem verbo.
Na primeira manhã do mundo e da vida sem verbo, somos o animal inquieto que encontra Algo, em vez de Nada. Acontece um nexo íntimo com ser
E assim começa a estória possíveis dos deuses tácteis, dentro do Espanto de nascer. Imagino os deuses a dizer Poesia sobre o Mundo. E aí o Mundo acontece como Poema que cresce dentro de cada corpo e de cada astro rumo ao Indefinido – táctil? possível?

No princípio, era absolutamente Espanto, o meu verbo sem nome, animal exclamativo e expectante de nexos de sentidos com ondulações de tempo
E o espanto procurava nomes com verbos para dizer a sua ondulação táctil pela exclamação originária. As palavras têm corpo de vento e quando sopram livres podem abrir tão fundo todos os ventos e todos os corpos que não sabemos quanto renascemos em cada palavra


E a vida de uma mulher refaz o Princípio, com suas órbitas de astros e nexos de corpos. Imagino os deuses a dizer Poesia sobre a Mulher 
E a Mulher acontece como Poema que cresce através da ondulação táctil dos nomes e dos verbos que sopram livres na boca do espanto, tão fundo que não sabemos se a Mulher é o Princípio natal do mundo ou o Poema da língua inteira que diz, exclamativa e expectante: Onde a flor da pele? Onde arde, pétala após pétala, a flor da pele? Onde sopra a Origem da Lua Nova? Onde se acende meu útero tão pleno tão vago? Onde dói o moinho do pão, da lágrima, da loucura, do êxtase? Onde toca o Indefinido na Boca? Que significa dizer, beijar, morder o Mundo no meu corpo? Fala a Mulher-em-Versos, desdobrando o corpo e seus nexos de sentido, desdobrando e tecendo a intimidade táctil com o mistério Indefinido de nascer e morrer sempre 

Faz sol e lua e sombra na mesma boca, 
sempre ardendo mais do que verbos

Sou ainda a Baía Aberta

 As minhas montanhas mergulham em Oceano  como o meu amor mergulha em Saudade  natação infinita de mamíferos marinhos através de mim - Baía ...