Friday, June 26, 2009

Morada e Caminho


Habitar no dorso de cavalos, tigres, andorinhas, luas novas...
Habitar nas órbitas - dos olhos, dos astros, dos seios...
Acordei cedo para ver de frente uma ausência nas pedras do meu chão. Distingo as nuvens da manhã das nuvens da tarde, sobre as minhas dúvidas de emergências e de explosões. Adivinho a hora do sismo na minha respiração insegura. Na iminência sempre. Como quando me vi entre Eros e Nada. Um clarão instantâneo de silêncio, cristal.
Como quando se vai por nenhum caminho para nenhum destino. Um clarão que faz cair os cavalos, os tigres, as andorinhas, as luas novas, no meio do corpo, que se desfaz e refaz, mais jovem e oceânico, entre Beijar e Morrer.

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