"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Tuesday, October 22, 2019
Sunday, July 7, 2019
Uterus beginning Earth
when a nomadic young woman
says This Body is Real
She opens the desirable Spring
She opens the desirable Spring
writes against war
discovers the power of generation
she touches the intimacy of wilderness
she holds the Possible-within-us
while moving towards the Garden-within-Desert
while moving towards the Garden-within-Desert
she holds the Truth of Animals bleeding and healing
our wounds
and the Truth of Green Leaves bleeding and healing
our
our wounds
and the Truth of Green Leaves bleeding and healing
our
This is the Moment
she is the Spontaneous blood of Everything
on earth
a nomadic young woman says I drink mud
I love my vibrating Uterus
with the strength of its new understanding
the understanding of taproots and groundwaters
she understands at last the beginning
of the Possible-through-melodies
she comes from the temperatures of flesh
she arrives at the Deep Pathos and dives into dragins
Beyond-within-through disappearances...
Beyond-within-through disappearances...
Falling in Love is always and never self-evident
Truly I believe
without melodies of flesh there is only madness
you ask the Surprise and the story of forgetting
you ask the Surprise and the story of forgetting
and colapsing
the freedom of Uterus feels the Affect Waves
screaming and firing in middle of the river
I believe in fresh mud
my Uterus believes in the Truth and Art of rivers
there is the absolute freedom of Uterus
touching the freshness of primal Mud
touching the freshness of primal Mud
my perspiring Uterus offers red salty mud
to Your Mystery
the clay of Genesis flowing from these vulvae
these vulvae of mine
my perspiring Uterus improvises
drums and brass explosions
Adam is my future son
my lips run to Unknown
burning codes
burning codes
sharing fruits
sugar
Tuesday, April 30, 2019
Há Caminho: Desejo de Mar
Há
Aqui Caminho
O medo
não existe
O
desespero não existe
Há
Aqui Caminho desejando Mar
aqui
dentro em Alto Mar
enfim não
sei dizer Porquê nem Como
a
audácia na proa da Liberdade
desencadeia
aqui dentro esta Força de Supernova
não
sei Porquê as vogais do Mar aqui dentro são Caminho
Desejando
Mar face-a-face corpo-onda
Não
sei Como as vogais do Nome em Todos os Nomes
escrevem
a ciência da Ondulação
Não
sei Onde no Fim começa
a Árvore
do Mundo começa
em
Alto Mar
Desejando
o nexo das veias
a
Inteligência de Sophia na Inteligência de Eros
talvez
impossível neste século tão instável
o
primeiro século da Nova Era da Pele
a Árvore
do Mundo começa
não
sei dizer Floresta
carbono
noturno oxigénio diurno
primeiro
pulmão
nunca
nada ninguém
se
salva longe da Árvore
a Árvore
do Mundo começa a chover a Cantar
escrevo
porque quero amanhecer na Voz
dizer a Tensão essencial não sei dizer
Amo-Te
não sei dizer ao Meio-Dia
não
sei dizer Amo-Te em Alto Mar
aprendo
somente pulsação
de
Amar-Te
o Amor
inventa Tudo
o
vapor a nuvem a rocha a neve
aqui
dentro inventa Tudo
escrevo
porque não sei porquê nem sei como
acalmar
as águas e a sede das águas e a força nua das águas
aqui
dentro não sei Nada
sou a
escrita do Livro da Ignorância desde o chão ao teto desde a fonte à foz
porque
Eros e Sophia inventam as suas Línguas de Silêncio
aqui
dentro na Nova Era da Pele
Monday, April 15, 2019
Porquê escrever?
1. Porquê?
Porquê escrever?
Porquê cantar o sonho do Poema-de-Metamorfose?
Porquê dar a vida à Exclamação no mistério dos
símbolos?
Porquê fazer penumbra e nexo de penumbra na Voz clara?
Porquê insistir no Desejo de Sentido?
Porquê acreditar na respiração?
2. Porque
sou um pulmão abissal.
Sou uma Mulher primitiva desde antes endoderme.
Sou uma Mulher primitiva desde antes endoderme.
Compreendi a urgência da metamorfose como caminho
para uma mulher voadora em mim
O meu arco o meu laço o meu nexo é Tudo aqui
desejando perdidamente
mar
porque na loucura do deserto
na densidade da matéria vermelha
Tudo é um arco tenso armado visando o Coração
Tudo é um Projeto de flecha visando a Metáfora
A mulher voadora em mim converge para sonhar
Sonhar indecifrável
Imaginei o corpo tremendo
Corpo indecifrável
durante um sonho onde as areias
redemoinham e pousam no vértice da loucura à flor da
pele
expõem as máscaras mais fundas
desde o hidrogénio primitivo
desde a endoderme infantil
desde a endoderme infantil
Sunday, April 14, 2019
Poema-da-Metamorfose
Senti a ansiedade do sentido
a ansiedade de ser Poema desejando fazer sentido
Senti a ignorância de transformar o sentido e o
sensível
Imaginei as mulheres voadoras através do deserto
os cavalos das mulheres voadoras através do deserto
no esforço no limite quase cinza quase nada
desejando perdidamente
mar
Imaginei a carne dos cavalos das mulheres voadoras
atingir o oceano após milénios de labirintos nas
areias
desejando perdidamente
mar
Compreendi a urgência da metamorfose como caminho
para mulheres voadoras
O meu arco o meu laço o meu sexo é Tudo aqui
desejando perdidamente
mar
porque aqui no umbigo do Tempo
Tudo é um arco tenso armado visando o Coração
Thursday, March 28, 2019
Lilith B. Dawn
by Le Grèbe at https://www.artstation.com/artwork/rV9dL
Her Life is the Freedom of Creating
through the Open Blackness of Matter
through the Explosion of Dawns
Her Hour is Now the Body where
infinite milky ways are calling
More Matter More Possibility
than this One
Wednesday, March 27, 2019
uma árvore no coração
uma criança fala com pássaros
sobre a Ideia do Ninho e do Ovo e do Voo
a criança expõe o seu Desejo de Saber
de onde vem a primeira árvore
onde se constrói o primeiro ninho
para onde vão os ramos e as sementes
da primeira árvore
para onde se lança o primeiro voo
uma criança interroga a direção do Tempo
Tuesday, March 26, 2019
o enigma do jardim
o enigma floresce no jardim
as mãos do enigma crescem nas árvores
o peito do enigma faz uma Aliança Connosco
tu chegas aqui à unidade e ao receio da unidade
vens por dentro desta vegetação
e transpiras novamente
tão novo o Tempo
o enigma sopra a brisa que vibra nas folhas do jardim
escreves um relâmpago na rocha
em nome da Evidência e da Ignorância
em nome da Fúria Apaixonada de Agora
em nome de todas as mãos do enigma
as mãos que ardem e ardem e ardem
novamente
tão novo o Tempo
nos lábios
a Transpiração de toda a Superfície da Vida
novamente
desde a rocha
como se Enigma fosse sentir o Cântico Novo do Feminino
Desejamos acreditar que Tudo é fruto e caminho
todo o Kaos e Kosmos é o mesmo ciclo
de rosas brancas e vermelhas
que nascem e nascem e nascem
novamente
tão novo o Tempo
nos lábios
Desejamos uma combustão no sangue de Tudo
Desejamos Cantar o Cântico Novo
no rumo do Relâmpago
novamente
o Enigma tem o Idioma Feminino da Criação
os sinais do Enigma sobem livremente
até acontecer a tua voz e a tua língua
na minha voz e na minha língua
até acontecer aquela temperatura na boca
Meio-Dia no Vertical Desejo de Liberdade
Esperança de Contacto novamente
no rumo do Relâmpago
a vitalidade da chuva longa
a inundação do Tempo
até o corpo ser um sinal de paz dentro da noite mais líquida
para amar a Desordem sísmica do Idioma Feminino
um desafio um perigo uma natação
uma verdade ofegante
novamente
tão novo o pulmão do Tempo
o peito do enigma
no rumo do Relâmpago
as mãos navegam e buscam
o Corpo Mais Oriental
Thursday, March 21, 2019
Maria de Mar
Sonhei tanto uma filha uma Menina do Mar
capaz de compreender a Paixão Oceânica da Lua
Agora sei que Aconteceu Maior milagre do que sonhar
Nasceu uma Menina que respira e mergulha e canta
ao ritmo da Ondulação que vem do Princípio
Maria mergulha inteira na onda
no arco da onda
na alegria do arco da onda
na música da alegria do arco da onda
e o mergulho de Menina inspira a onda
e desdobra no Ar a Arte de Voar
A alegria da Maria no Mar é outra Lua cheia
que desenha Ondulação na plenitude do Corpo-Manhã
que chama todos os pássaros da praia para o Invisível
que fala a linguagem espumante do Golfinho
que prolonga a cintilância do Primeiro Sol do Atlântico
Maria explica a Claridade da Alegria
mergulhando para Sul-mais-Infinito
repetindo a Origem Azul do coração
na plenitude do Corpo-Manhã
mergulhando entre nós
enquanto somos a paz do Mistério
meditamos a Luz no círculo aberto do Espanto
na linha e no texto do Espanto
na mão e na brisa que une Tudo entre nós
a Respiração
a Ondulação
repetindo a Origem Azul do coração
na plenitude do Corpo-Manhã
mergulhando entre nós
enquanto somos a paz do Mistério
meditamos a Luz no círculo aberto do Espanto
na linha e no texto do Espanto
na mão e na brisa que une Tudo entre nós
a Respiração
a Ondulação
uma gaivota entre nós dentro do Espanto vem aprender
e gritar cânticos verticais infinitamente
mergulhando na alegria do arco da onda
e gritar cânticos verticais infinitamente
mergulhando na alegria do arco da onda
infinitamente novos arcos dentro do Corpo-Manhã
Acontece Maior do que sonhar a Arte de Voar entre nós
talvez Amar de verdade Acontece no arco da onda
na Alegria do arco da onda
Onde Quando
somos sempre novos arcos
nova linha de espuma
nova linha de espuma
aqui aprendemos o Princípio da Vibração
Onde o primeiro ovo aquecia no milagre pré-natal
aqui regressamos na Paixão Oceânica de Maria
à primeira Paixão do Criador
chamando pela Vida
Wednesday, March 20, 2019
Jazz of Desire
There is a tree at the heart of the Garden.
the tree the heart the garden
Dare not forget
Dare not forget
a kiss of brass and drums
a kiss of tones and bones
might save you
there is Language confusing Language
tormented handwriting
trembling lips
you never know how much loss
and mad songs still to come
Believe not in the Fall
Believe not in the Fall
God meant other Fable
other Fabulation
otherwise than Fall
in peace with our flesh
God loves carnal fires
in the Garden
the tree the heart the garden
climb the fire till the Poem where God explains the Mystery
climb the fire till the branch till the fruit
climb the fire
This is the Method
the fruit explodes here
so anxious
the world becomes
mouth
carnal windstorm
Friday, March 15, 2019
Desejo da Ponte
Uma ponte de corda sobre o Abismo
entre Margens Possíveis...
entre Alfa e Omega? entre Nada e Nada?
entre Zero e Infinito?
entre Infinitos Plurais
e seus êxtases abertos em expansão?
Atravesso a ponte
sinto o vento da exclamação e da interrogação
Acontece no corpo vivo a criação da ponte e da travessia.
O meu Corpo Deseja esta Ponte
mas estremece sobre o Pensamento do Desejo.
mas estremece sobre o Pensamento do Desejo.
O poder de Eros perturba a Compreensão
a Arquitetura da Ponte...
Porquê Haver ou Ser uma ponte de Desejo neste mundo talvez sem margens? Qual a matéria-prima deste meu corpo atónito suspenso na força do movimento talvez sem âncora?
Sou o Desejo contra o Fim? Sou o Desejo que imagina e que constrói a ponte? Sou a travessia?
Sou onde Sou quando Sou porque Sou se somente se? aqui
somente aqui se descobre o Tempo de Desejar uma Aliança? o esplendor noturno da Aliança que imagina que desenha que constrói a Ponte para o Desejo de lábios estrangeiros? teus lábios estrangeiros falam sobre o Desejo da Ponte
Outro mundo talvez
a Arquitetura da Ponte...
Porquê Haver ou Ser uma ponte de Desejo neste mundo talvez sem margens? Qual a matéria-prima deste meu corpo atónito suspenso na força do movimento talvez sem âncora?
Sou o Desejo contra o Fim? Sou o Desejo que imagina e que constrói a ponte? Sou a travessia?
Sou onde Sou quando Sou porque Sou se somente se? aqui
somente aqui se descobre o Tempo de Desejar uma Aliança? o esplendor noturno da Aliança que imagina que desenha que constrói a Ponte para o Desejo de lábios estrangeiros? teus lábios estrangeiros falam sobre o Desejo da Ponte
Outro mundo talvez
Um grito de paz chama o teu nome para além da minha língua tão ignorante. O Desejo da Ponte é a Ignorância que canta por Ti com vogais marítimas somente vogais abertas pétalas do mar espuma do mar talvez Outro Oceano por Onde vamos para cantar somente vogais
Chamar-Te no antigo Espaço Absoluto
Acredito no coração do aço da corda do sopro que me lança a ponte que me explode a ponte que me obriga ao Limite.
Eros conhece todas as matérias-primas e suas químicas. Eros cruel não comunica a luz da sua Ciência. Sinto a ponte de corda a ponte de aço a ponte de carne a Ponte Total inclinada para a face e para o fruto talvez. Acredito que o Desejo da Ponte constrói a incógnita a primordial incógnita
dentro uma chuva uma outra chuva
com seus pássaros de espuma
erramos
entre todas as margens
com seus pássaros de espuma
erramos
entre todas as margens
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts










