Thursday, July 28, 2022

Poema subjacente a Tudo


 Há sempre talvez um poema aqui
poema subjacente
sob a pele
sob Tudo

Poema subjacente ao corpo do meu silêncio
poema sob a pele minha
faminta cada dia
a fome vertical do meu meio-dia
poema sob Tudo
ardente cada noite
o ardor horizontal da minha meia-noite

Há sempre talvez aqui um poema oculto
Onde se esconde? quem sabe onde?

Onde está o meu mais íntimo e mais próprio Poema?
na língua mais próxima.
Tua língua escrevendo na minha boca.


Thursday, July 7, 2022

Bibliotheca - Therapia


Therapia in the Bibliotheca

Rebirth in the Library - reading my Hypothesis my flesh my wound

Possibility of nudest becoming nudest believing 

Rebirth within pages and among signs


where is love the Sublime Freedom of beginning

Wednesday, June 29, 2022

Lifeline poem-voice-touch


 ocean echoes  your pulse  in the morning
your pulse calling  approaching  disclosing First Sun
the Absolute Firstness  my silence sensing your pulse  
my faith  opening  my sailing heart  desiring Abyss
the Adventure face-to-face with the Springwaters
where ocean echoes  my First Sun
kissing my womb capable of Tsunami
one and only mouth  
around the red world my tongue
my earth bleeding as if Original

your pulse spreads my arc of healing 
multitude of winds  one and only mouth
around my silence clarifying my First Sun
Tsunami capable of world

your song here echoes  your thread
my anchor  memory  flowing voice
my lifeline surprises the naked voice
touching as if Original Poem of First Sun
returning to the bottom of Springwaters
where ocean echoes firstly in Love
despite the whole and the infinite season of fear
not understanding why the sparse anxiety of waves
season of fear against eternity 
midnight on the moon

Sunday, June 26, 2022

Birth and Growth Place


 within the truth of Ocean I must dive to clarify the junctures of life
within winds I must dwell 
my place my orbit

the signs I must write here on the bare chest as if Desire
biting equals kissing furiously

signs I write 
mouth and tongue run madly no idea why 
everything is metaphor of my heart  maybe 
signs I agitate towards the Open
winds of arrows fighting for an instant of ecstasy and fire

my angst yells  Fire  and foam of love coming through the Atlantic
my angst clarifies  Silence  and  foam of love sunbathing against Moon
oblivion threatens more than Apocalypse Tsunami

Loneliness explains the weather 
and the whole  beyond
clarity of life  

Friday, May 20, 2022

If Infinity there is, then Possible is Open


you are still the Longing One
on the seashore

you are still the Incoming Wave
from within and above

 

Tuesday, April 19, 2022

Morning Poem


 the morning poem plunges into your page
the four dimensions of your nudity

the morning poem offers Absolute Sun
the seven flames of your freedom

the morning poem raises the Song of Songs
the One capable of opening your mouth
and the One burning tenderly your chest

the morning poem begins
your Spring again
calling

Sunday, April 17, 2022

On the power of desiring


 every morning is now the First Spring
the power of desiring
here
you arrive at the first nudity of mouth or page 
the page calling for the love letter
the love alphabet   the love language
 here 
hope brings Signs sharing now the Whole morning
fullest evidence of life
First Spring
here
power of desiring
capable of continuous waves
beginning becoming blooming
Beloved Bodily Possibilities
I kiss your bare feet and hands and last Angst

every morning is now the First
Absolute Sun on approach 
here I kiss your bare moons and last Stone
this Orbit within my Indefinition feels more-than-force
freedom growing in the Wilderness
here edge vertigo
leap of faith 
almost strings and woodwinds and jazz
my flesh exposed to the Open
capable of blowing music 

Desire touches the power of breathing
percussion expanding the Whole
Desire discovers and invents the rhythm

Desire reaches my Disclosure
my breasts my Orbits 
when discovery or invention
Powers begin  become  bloom 
Beloved Bodily morning

anchored hope you may sing while maturing
my breasts my Orbits
novel nudity originates indefinite truth
Powers of Desiring

Wednesday, April 6, 2022

Poema de vida inteira


uma árvore cresce no silêncio do Amor 
no clímax do silêncio do Amor 
há tempo húmus mundo

Uma árvore cresce no silêncio do fruto livre
ou na carne viva do fruto livre

Acredita 
Toca aqui com os lábios
o Sinal maduro

uma árvore cresce no silêncio central do Amor 
também meus incêndios florestais escrevem mais maduros

o diário íntimo está escrito no ritmo de respirar e adormecer olhos-nos-olhos
o rosto recém-nascido repousa sua fome nos seios maternos do Poema

Primeira satisfação da vida inteira sempre repete 
a primeira página do diário íntimo

Primeiro tacto está escrito
no cerne do Texto-tronco-nu 
minha árvore do Amor corporal
meus incêndios florestais

o Poema regressa vazio ao ritmo da Respiração
  
e a Palavra infinitamente buscando a Direção 
o Primeiro tacto materno 
onde Tudo-respira-melhor
o Poema-em-Canto 
o ar livre entre pássaros e pássaros
decifrando as linhas da Primeira página íntima

o diário mais íntimo é a água subjacente no Amor-em-construção 
uma casa de ar livre nos ramos mais altos da floresta

tanta vertigem de aproximação e alteração e libertação

Saturday, April 2, 2022

morar no jardim e no abismo


 a geografia do Amor conhece todas as latitudes 
desde os abandonos aos desalentos 
até ao curso de silêncio Capaz-de-Deus

a geografia do Amor conhece todos os caminhos
desde enigmas de montanha e de confiança contínua nos Sentidos
até regresso boca-a-boca pela noite dos rios 
de onde começamos sempre no Princípio do Desejo
todos os êxtases possíveis

os caminhos de montanha têm atmosferas extremas
o coração ofegante estuda a geografia do Amor
compreende os Sentidos onde moramos onde escrevemos
jardins e abismos no mesmo solo no mesmo sangue
 
eu desejo sempre o Princípio: permanecer neste Texto-tronco-nu
permanecer no Teu círculo do Princípio
na Tua explosão-em-mim primeiro Alfabeto
na Tua ondulação-em-mim primeiro Sinal
Língua pacífica do Princípio 

sempre Desejar o Princípio no coração é morar no jardim e no abismo
Tu tocas-me agora na Era do Princípio 
a Idade das grandes invenções

morar no jardim e no abismo
sempre Desejar o Princípio é Outra-potência-em-mim 
outro coração aéreo Capaz-de-Transfinitude
onde somos a sabedoria do caminho
onde começamos onde descobrimos
onde este Texto-tronco-nu toca na Língua ou na lava ou no pó
onde a explosão primeira do coração faz Espaço-Tempo
jardim do êxtase  abismo da angústia  
curso de silêncio e de lava e de sopro
unidade musical entre as mãos e a Língua

sempre a Origem regressa boca-a-boca
significando explosão primeira no coração nascente
coração sem morada permanente aqui
indo sempre mais longe mais dentro
construindo jardim no chão no peito de Tudo

sempre Desejar 
no fundo de abismo podes florescer-em-mim
coração sem morada permanente

Onde moras hoje? Onde respiras o tempo Possível? 
Interrogo esta manhã esta noite esta tarde 
hora de perder a âncora e de salvar o Mar

Onde poesias minha Inquietude Desejante? 
Onde inventas Tudo de Alteração plena? talvez Cantar?
Onde respiras a minha Confusão
meu Texto-tronco-nu?

sempre a Origem regressa boca-a-boca
és o Sinal na atmosfera talvez Cantar

a história do Amor  a geografia do Amor  a Psicodinâmica do Amor
a tua memória ardendo como Biblioteca inteira escorrendo 
na mesma harpa  no mesmo sangue  na mesma lava 

a tua Língua nova vê as horas no Sol Absoluto
morada dupla do Amor desde a Origem: no jardim e no abismo 

Onde esperar-Te hoje? 
esta tarde esta manhã esta noite este ciclo 
sem morada permanente
confusão de perder e de salvar respira-me 
plena de asas verdes desde o fundo
asas verdes futuras após holocausto

(na solidão Sophia pressentiu a frase mais Capaz:
Se soubesses como és amada, Se soubesses como és amada, Se soubesses a tua verdade, 
poderias voar mais-longe-mais-dentro ou enlouquecer transfinita de tanto)

no jardim ou no abismo


as águas correm no jardim ou no abismo ou no Desejo
  
do corpo vivo do meu Amigo sinto agora somente o tacto do invisível
a essência do Amor Inteiro e do Sol Absoluto e do Poema Vital

Tuesday, February 22, 2022

Preencher-o-céu-de-sonhar-pássaro


 Cada criança lança no espaço o Poder-de-trans-Criação

Nascem florestas dentro de crianças na direção do Azul

Cada criança constrói casas nos ramos mais abertos
como se cada criança sentisse a Vocação dos pássaros 
construtores de florestas e de ninhos no espaço de trans-Criação
como se cada criança fosse a memória humana de Brincar-a-pássaro
e de Desejar-brincar-desenhando-outros-Possíveis 
Preencher-o-céu-de-sonhar-pássaro

Quero permanecer na infância
a memória de Poder-Ser-pássaro das florestas

Sou ainda a Baía Aberta

 As minhas montanhas mergulham em Oceano  como o meu amor mergulha em Saudade  natação infinita de mamíferos marinhos através de mim - Baía ...