Thursday, August 17, 2017

Writing at dusk


Now we are Writing
we are moving our symbols as if writing
as if  against the ruins of light 
as if the world were the cave and fire...
 or mere ashes in the tongue of bodies
looking for that First saliva
mouth-to-mouth

Now we are the Art of Writing 
on the very warm skin and friction of skin
infinitely otherwise infinitely more than kisses
looking for the First saliva
mouth-to-mouth

Now Writing is the Being of Becoming 
among Resting and trembling on rocks 
on very warm and ever more liquid rocks
This is my body on your tongue looking for the Future
Now the Past fears the Empire of the Future
the new Power of the First saliva
mouth-to-mouth 

Now Writing is Where you mean it All
and when my fear waits for a new heart of ours

you drink the alcohol among and between possibilities

you can and cannot trust in words and caresses on earth
you can and cannot burn your lips through the First saliva
mouth-to-mouth and attain forever 
the pure flesh of flamme

there is Writing against the light, the shade, the very core of darkness. Do not Cross the Alphabet! 
There are the oscillating symbols and a female anxiety in the desert,  meaning more than touching with the silence of the Alphabet: bare breasts and bare hands, altogether. 

Do not Cross the Alphabet! 
despite the immense nonsense 
off-shore 
abstract open godless caress
or trust
mouth-to-mouth

Monday, August 14, 2017

Mouth writes Skin


here you flow longer than Possible Time
one mouth writes Skin with Hours off-shore

you touch here the line off-chest
intensely you believe and doubt the Force

if you ever love again the mouth of my stream
you can cross the Infinite Void of Truth and sing along 
while bleeding more than Possible Body 

Saturday, August 12, 2017

Art of loving and despising


The Art of Loving begins with birds and their blue spirits generating possible waves and possible veins. You say: this ocean is our flesh, one flesh boiling. I feel: this is the full understanding of a full Person.

Then, we do not know how. Novel winds just happen. It blows. The inner texture of change works deeply. And the self-understanding that pursues everything can also change at once.  Understanding blows and becomes a still chain of rocks, or bones, or symbols, a still chain of silence or muteness, unsaid power, enacted deeply by the boiling flesh. 
Now, we do not know how. The sacrifice happens without light nor darkness. Novel winds write the confused bodies, as if from scratch. We can loose all absolutes. We can break the absoluteness of language and intelligence.

We fell the strings of reborn godless guitars. We feel the Evidence. We fell One night before the End - or as if. 
Love cannot keep on kissing the same Mouth forever. The muscles around its lips look for a continuous loss. Muscles of love enjoy erring through or amongst other surfaces of unknown waves, vibrations, beginnings.
Here absolutely you love and despise loving. 
The art of despising clarifies the Art of Loving.

The blade of despisal is made of that radical metal which undoes all fibers of life. 

Only gods can survive the blades of despisal and keep burning, dancing, undergoing, working through their total denial of being.

Only radical lovers can understand the explosion of nothingness within blades of despisal. And only lovers can see the survival of despised, undone, life, as if they were absolute gods capable of suffering All and still remaining after All, working on the surface of a silent fire.

After seven days, and seven times seventy. After the plagues and the floods. After furies. Complete works of nonsense. Love means otherwise. Despise clarifies the muscles of lovers, their erring strength. Love insists on Loving otherwise through the Idea of Again. Uncomplete works open phrases of muscles and trembling.
Love blows otherwise the same again. Love says: the world remains the First Flesh of Lovers, still. 
Love insists on circling the first layer of naked bodies, saying: This Ocean is One Flamme Alone. This is us, on becoming, on understanding the Idea of Clarity and Darkness, perspiring altogether first symbols of birds and flammes, within blood and saliva
Kiss otherwise the same flesh, these red things, again  

Wednesday, July 19, 2017

A Universe a Day




Love drinks the First Sunshine of Youth


since Infancy Love drinks my First Fear


here you touch the Universe at Birth

drinking my First Skin among Sunshine


If Lips were a Day where Youth again

kissing here anew the continuous Skin


Call my Love the Beginning of all as if

a Universe a Day were this Lips beyond

far beyond Flashes of Light and Truth

continuous Flash of First Sunshine burning

full matter of bodies claiming More than All


infinity or nothing  is here intimate Touch

Call my End Sign within bodies the First Cause

and the First Question crossing despair with 

my song of Love merging symbols into silence


Creation is not yet the Motion or Desire or Intensity

capable of my Becoming a moment of Full Continuous


as if Passion were a Universe a Day 

through our lips of First ecstasy and angst  

Thursday, July 13, 2017

For You: wave foam mouth

For You
Body beyond and amongst
I love the ways of becoming foam
in mouth wave
with
O


Tuesday, March 21, 2017

a vaga manhã da ternura

olho para o Indefinido
o Desejo Absoluto de mistério 
dentro das tuas mãos em mim

olho para o Indefinido na carícia
com o sentido marítimo do Único
símbolo de partir e chegar ao silêncio
exato silêncio onde beber o melhor fogo

olho para o Indefinido 
o brilho das angústias clássicas
abre uma porta no coração da ponte
entre as águas e as luas onde beijamos

olho para o Indefinido
nada no Cais nasce senão a Hora da pele
na própria pele da Saudade do Novo êxtase
uma ideia de ondulação e de espuma na voz
uma ondulação aproxima Tudo o que vibra
e começa um possível barco de corpo e de incêndio
onde somos mais do que somos: mistérios marítimos
sempre mais futuros e verdadeiros 
na mesma ânsia do Princípio

o Indefinido olha-nos por dentro e acelera
a Ondulação do Desejo

Todos os mares entram na ondulação em nós
pelo vértice do Indefinido
uma ilha no Pacífico
mais nua do que lua
 

Thursday, February 23, 2017

Princípio = Oceano

Somos infinitos corpos e uma alma somente, desde o Princípio.

No princípio, era o espanto. Um animal inquieto, 
uma vida sem verbo.
Na primeira manhã do mundo e da vida sem verbo, 
somos o animal inquieto que encontra Algo, em vez de Nada.
No princípio, acontece um nexo íntimo 
com o Sol dentro da pele
E assim começa a estória dos possíveis deuses tácteis,
dentro do Espanto de nascer.
Imagino os deuses a dizer Poesia sobre o Mundo.
E o Mundo acontece como Poema que cresce
dentro de cada corpo e de cada astro rumo ao Indefinido


No princípio, somos absolutamente Espanto,
Somos uma língua incapaz de nomes,
E o espanto procura nomes com verbos
para dizer a nossa ondulação táctil pela exclamação originária.
As palavras têm corpo de vento e quando sopram livres
abrem tão fundo todos os ventos e tão fundo todos os corpos
que não sabemos quanto renascemos em cada palavra

E a vida de uma mulher refaz os nexos do Princípio,
com suas órbitas de astros e órbitas de corpos. 

Friday, July 29, 2016

Nascente



Uma menina chora de angústia por não compreender a nascente de onde vem o rio onde tudo se banha duas vezes: no dia do erro e no dia do perdão. No intervalo, escorre o desejo e a angústia por não compreender o fluxo, a fluxão do fluxo, e a fissura da fluxão do fluxo. Sensação de confinamento, um cerco de fogo que aperta o círculo da floresta. Algo pode acontecer. Algo pode dar-se. Algo pode vir, infinitamente fora da Ideia de caminho e dos vetores peregrinos e da compreensão do espaço-corpo onde tudo comunica com tudo, a integralidade da força.

Ignoramos o coração de algo ou desejo maior do que ser. Algo acontece, algo dá-se, algo vem, no meio do Salmo, onde se chora e se ri e se transborda de areia.


O mensageiro regressa da tempestade de areia e fala um texto de zero línguas vivas. Começamos a traduzir zero para infinito e tocamos no Fim dos pés do mensageiro, onde se desfaz a mensagem, entre a carne e a pedra, infinitamente fora da Ideia de Caminho e de Vetor e de Palavra que chama no deserto para uma terra Onde.
Ignoramos o pó do mensageiro que se banha duas vezes no intervalo do desejo e na fissura da angústia: no meio do texto do Salmo, Onde Deus sopra fogo contra o fogo, no dia de errar e no dia de perdoar.
Ignoramos subir a montanha, fora da Ideia de Caminho. Subir a montanha Onde sobe outra montanha dentro da fissura da angústia. A sombra vertical acontece ao meio-dia, debaixo dos pés do mensageiro que persegue os animais que sopram fogo.


Meditamos a pele desfeita, no meio do Salmo. Todo o texto toca em zero, entre a carne e pedra. Procura ainda a boca, nos confins, nas montanhas de zero línguas vivas. Amo-te, mais inteiro do que Nada. Sinto-me Toda Onde uma menina chove através do Alfabeto sobre a estória do Salmo e da Matéria: pedra, papiro, pergaminho, carne… talvez uma serpente, um silêncio de serpente, um medo de silêncio de serpente…

Uma menina poeta procura ainda a boca, infinitamente fora da Ideia de Caminho. Escreve alto mar. Amo-te aqui, à porta do Alfabeto lunar. Uma lua acontece, dá-se, vem, em alto mar. Aprendo a sangrar melhor do que os guerreiros do combate dos infinitos. Sopramos fogo contra fogo. Amo-te, na boca, na boca do texto que acontece, entre a pedra e carne. 

Nascente



Uma menina chora de angústia por não compreender a nascente de onde vem o rio onde tudo se banha duas vezes: no dia do erro e no dia do perdão. No intervalo, escorre o desejo e a angústia por não compreender o fluxo, a fluxão do fluxo, e a fissura da fluxão do fluxo. Sensação de confinamento, um cerco de fogo que aperta o círculo da floresta. Algo pode acontecer. Algo pode dar-se. Algo pode vir, infinitamente fora da Ideia de caminho e dos vetores peregrinos e da compreensão do espaço-corpo onde tudo comunica com tudo, a integralidade da força.

Ignoramos o coração de algo ou desejo maior do que ser. Algo acontece, algo dá-se, algo vem, no meio do Salmo, onde se chora e se ri e se transborda de areia.


O mensageiro regressa da tempestade de areia e fala um texto de zero línguas vivas. Começamos a traduzir zero para infinito e tocamos no Fim dos pés do mensageiro, onde se desfaz a mensagem, entre a carne e a pedra, infinitamente fora da Ideia de Caminho e de Vetor e de Palavra que chama no deserto para uma terra Onde.
Ignoramos o pó do mensageiro que se banha duas vezes no intervalo do desejo e na fissura da angústia: no meio do texto do Salmo, Onde Deus sopra fogo contra o fogo, no dia de errar e no dia de perdoar.
Ignoramos subir a montanha, fora da Ideia de Caminho. Subir a montanha Onde sobe outra montanha dentro da fissura da angústia. A sombra vertical acontece ao meio-dia, debaixo dos pés do mensageiro que persegue os animais que sopram fogo.


Meditamos a pele desfeita, no meio do Salmo. Todo o texto toca em zero, entre a carne e pedra. Procura ainda a boca, nos confins, nas montanhas de zero línguas vivas. Amo-te, mais inteiro do que Nada. Sinto-me Toda Onde uma menina chove através do Alfabeto sobre a estória do Salmo e da Matéria: pedra, papiro, pergaminho, carne… talvez uma serpente, um silêncio de serpente, um medo de silêncio de serpente…

Uma menina poeta procura ainda a boca, infinitamente fora da Ideia de Caminho. Escreve alto mar. Amo-te aqui, à porta do Alfabeto lunar. Uma lua acontece, dá-se, vem, em alto mar. Aprendo a sangrar melhor do que os guerreiros do combate dos infinitos. Sopramos fogo contra fogo. Amo-te, na boca, na boca do texto que acontece, entre a pedra e carne. 

Eros salvará Psyche


Quebramos pedras, depois de quebrar o coração. 

Acontece, pela mesma espada da fratura e da aliança. 

Depois, semeamos na neve uma margarida futura, uma memória de guerra anterior a nós, um amor louco à espera da Hora. O vulcão nasceu dentro da montanha da alma, desde o princípio. 
Agora. Sempre. Sopra neve até ao deserto. Deus arrefece infinitamente na idade do gelo, na montanha do mistério, o meu mistério de carne carnívora.

Derretemos o ferro da espada na carne das mãos, dos lábios, dos olhos. Começamos as órbitas e o seu grito ou canto ou somente elipse, entre dois sóis ou dois seios, para beijar, absolutamente beijar e absolutamente beber para que sejamos um tudo de nada.
Mais. Ebulição.

Uma mulher dentro de Deus duvida do Possível, essa força, esse desejo de nascer, entre o útero e a espuma de nada, um tudo de nada que sangra, segundo as luas, sobre a terra.


Mais. Ebulição para beijar e beber. corpo-a-corpo.
Acontece-me ser órbitas que sangram em ebulição para o Possível, ser mãe. 

Friday, July 1, 2016

Em fim

Amar finitamente o Infinito
ou
Amar infinitamente o Finito

é um rio Contrário e Idêntico

Regressar à espuma oceânica