Saturday, December 22, 2012

Labyrinthus 3

Esconde tempo na derme do poema. Talvez língua. Tua.

 

Haverá sempre vertigens nas águas passadas e nos infinitos moinhos que passam e que não passam de passar até que boca diga boca em vogais que dormem e não dormem
sobre a praia ou o jardim da pele. todas as águas falam de orquídeas. a sua deflagração desde a raiz. Bebe-me ou lambe-me a ferida no vértice de Nunca. esse oculto vértice das trevas dos silêncios dos vazios Onde nós tão sós atingimos o texto que rasga o corpo. a dor que chama tudo e difere de tudo. um enigma com espuma de pétalas e espuma de pássaros e um grito de homem submerso que vem do meu Arquipélago.

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