Saturday, December 22, 2012

Labyrinthus 6

Esconde tempo na derme do poema. Talvez língua. Tua.





Absolutos vitais. nada se resolve, tudo se expande em oscilações vibratórias.

 exclamo-te. livremente. Dizes-me fogo que flutua. dizes o fogo é o tempo.
talvez maior do que a pele. língua de êxtase, língua de angústia, na minha boca, nos meus peixes de lava que passam neste arbusto onde adormece a primavera de leite e mel, onde começa outra viagem antes do cântico. Tremo no deserto desde a ideia de aurora. Submersa no orvalho, sou um fio de saliva sem lábios para onde.

Toca-me no vértice de caos, bebe meu sumo abissal de frutos inflamáveis.

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