Wednesday, July 19, 2017

A Universe a Day




Love drinks the First Sunshine of Youth


since Infancy Love drinks my First Fear


here you touch the Universe at Birth

drinking my First Skin among Sunshine


If Lips were a Day where Youth again

kissing here anew the continuous Skin


Call my Love the Beginning of all as if

a Universe a Day were this Lips beyond

far beyond Flashes of Light and Truth

continuous Flash of First Sunshine burning

full matter of bodies claiming More than All


infinity or nothing  is here intimate Touch

Call my End Sign within bodies the First Cause

and the First Question crossing despair with 

my song of Love merging symbols into silence


Creation is not yet the Motion or Desire or Intensity

capable of my Becoming a moment of Full Continuous


as if Passion were a Universe a Day 

through our lips of First ecstasy and angst  

Thursday, July 13, 2017

For You: wave foam mouth

For You
Body beyond and amongst
I love the ways of becoming foam
in mouth wave
with
O


Tuesday, March 21, 2017

a vaga manhã da ternura

olho para o Indefinido
o Desejo Absoluto de mistério 
dentro das tuas mãos em mim

olho para o Indefinido na carícia
com o sentido marítimo do Único
símbolo de partir e chegar ao silêncio
exato silêncio onde beber o melhor fogo

olho para o Indefinido 
o brilho das angústias clássicas
abre uma porta no coração da ponte
entre as águas e as luas onde beijamos

olho para o Indefinido
nada no Cais nasce senão a Hora da pele
na própria pele da Saudade do Novo êxtase
uma ideia de ondulação e de espuma na voz
uma ondulação aproxima Tudo o que vibra
e começa um possível barco de corpo e de incêndio
onde somos mais do que somos: mistérios marítimos
sempre mais futuros e verdadeiros 
na mesma ânsia do Princípio

o Indefinido olha-nos por dentro e acelera
a Ondulação do Desejo

Todos os mares entram na ondulação em nós
pelo vértice do Indefinido
uma ilha no Pacífico
mais nua do que lua
 

Thursday, February 23, 2017

Princípio = Oceano

Somos infinitos corpos e uma alma somente, desde o Princípio.

No princípio, era o espanto. Um animal inquieto, 
uma vida sem verbo.
Na primeira manhã do mundo e da vida sem verbo, 
somos o animal inquieto que encontra Algo, em vez de Nada.
No princípio, acontece um nexo íntimo 
com o Sol dentro da pele
E assim começa a estória dos possíveis deuses tácteis,
dentro do Espanto de nascer.
Imagino os deuses a dizer Poesia sobre o Mundo.
E o Mundo acontece como Poema que cresce
dentro de cada corpo e de cada astro rumo ao Indefinido


No princípio, somos absolutamente Espanto,
Somos uma língua incapaz de nomes,
E o espanto procura nomes com verbos
para dizer a nossa ondulação táctil pela exclamação originária.
As palavras têm corpo de vento e quando sopram livres
abrem tão fundo todos os ventos e tão fundo todos os corpos
que não sabemos quanto renascemos em cada palavra

E a vida de uma mulher refaz os nexos do Princípio,
com suas órbitas de astros e órbitas de corpos. 

Friday, July 29, 2016

Nascente



Uma menina chora de angústia por não compreender a nascente de onde vem o rio onde tudo se banha duas vezes: no dia do erro e no dia do perdão. No intervalo, escorre o desejo e a angústia por não compreender o fluxo, a fluxão do fluxo, e a fissura da fluxão do fluxo. Sensação de confinamento, um cerco de fogo que aperta o círculo da floresta. Algo pode acontecer. Algo pode dar-se. Algo pode vir, infinitamente fora da Ideia de caminho e dos vetores peregrinos e da compreensão do espaço-corpo onde tudo comunica com tudo, a integralidade da força.

Ignoramos o coração de algo ou desejo maior do que ser. Algo acontece, algo dá-se, algo vem, no meio do Salmo, onde se chora e se ri e se transborda de areia.


O mensageiro regressa da tempestade de areia e fala um texto de zero línguas vivas. Começamos a traduzir zero para infinito e tocamos no Fim dos pés do mensageiro, onde se desfaz a mensagem, entre a carne e a pedra, infinitamente fora da Ideia de Caminho e de Vetor e de Palavra que chama no deserto para uma terra Onde.
Ignoramos o pó do mensageiro que se banha duas vezes no intervalo do desejo e na fissura da angústia: no meio do texto do Salmo, Onde Deus sopra fogo contra o fogo, no dia de errar e no dia de perdoar.
Ignoramos subir a montanha, fora da Ideia de Caminho. Subir a montanha Onde sobe outra montanha dentro da fissura da angústia. A sombra vertical acontece ao meio-dia, debaixo dos pés do mensageiro que persegue os animais que sopram fogo.


Meditamos a pele desfeita, no meio do Salmo. Todo o texto toca em zero, entre a carne e pedra. Procura ainda a boca, nos confins, nas montanhas de zero línguas vivas. Amo-te, mais inteiro do que Nada. Sinto-me Toda Onde uma menina chove através do Alfabeto sobre a estória do Salmo e da Matéria: pedra, papiro, pergaminho, carne… talvez uma serpente, um silêncio de serpente, um medo de silêncio de serpente…

Uma menina poeta procura ainda a boca, infinitamente fora da Ideia de Caminho. Escreve alto mar. Amo-te aqui, à porta do Alfabeto lunar. Uma lua acontece, dá-se, vem, em alto mar. Aprendo a sangrar melhor do que os guerreiros do combate dos infinitos. Sopramos fogo contra fogo. Amo-te, na boca, na boca do texto que acontece, entre a pedra e carne. 

Nascente



Uma menina chora de angústia por não compreender a nascente de onde vem o rio onde tudo se banha duas vezes: no dia do erro e no dia do perdão. No intervalo, escorre o desejo e a angústia por não compreender o fluxo, a fluxão do fluxo, e a fissura da fluxão do fluxo. Sensação de confinamento, um cerco de fogo que aperta o círculo da floresta. Algo pode acontecer. Algo pode dar-se. Algo pode vir, infinitamente fora da Ideia de caminho e dos vetores peregrinos e da compreensão do espaço-corpo onde tudo comunica com tudo, a integralidade da força.

Ignoramos o coração de algo ou desejo maior do que ser. Algo acontece, algo dá-se, algo vem, no meio do Salmo, onde se chora e se ri e se transborda de areia.


O mensageiro regressa da tempestade de areia e fala um texto de zero línguas vivas. Começamos a traduzir zero para infinito e tocamos no Fim dos pés do mensageiro, onde se desfaz a mensagem, entre a carne e a pedra, infinitamente fora da Ideia de Caminho e de Vetor e de Palavra que chama no deserto para uma terra Onde.
Ignoramos o pó do mensageiro que se banha duas vezes no intervalo do desejo e na fissura da angústia: no meio do texto do Salmo, Onde Deus sopra fogo contra o fogo, no dia de errar e no dia de perdoar.
Ignoramos subir a montanha, fora da Ideia de Caminho. Subir a montanha Onde sobe outra montanha dentro da fissura da angústia. A sombra vertical acontece ao meio-dia, debaixo dos pés do mensageiro que persegue os animais que sopram fogo.


Meditamos a pele desfeita, no meio do Salmo. Todo o texto toca em zero, entre a carne e pedra. Procura ainda a boca, nos confins, nas montanhas de zero línguas vivas. Amo-te, mais inteiro do que Nada. Sinto-me Toda Onde uma menina chove através do Alfabeto sobre a estória do Salmo e da Matéria: pedra, papiro, pergaminho, carne… talvez uma serpente, um silêncio de serpente, um medo de silêncio de serpente…

Uma menina poeta procura ainda a boca, infinitamente fora da Ideia de Caminho. Escreve alto mar. Amo-te aqui, à porta do Alfabeto lunar. Uma lua acontece, dá-se, vem, em alto mar. Aprendo a sangrar melhor do que os guerreiros do combate dos infinitos. Sopramos fogo contra fogo. Amo-te, na boca, na boca do texto que acontece, entre a pedra e carne. 

Eros salvará Psyche


Quebramos pedras, depois de quebrar o coração. 

Acontece, pela mesma espada da fratura e da aliança. 

Depois, semeamos na neve uma margarida futura, uma memória de guerra anterior a nós, um amor louco à espera da Hora. O vulcão nasceu dentro da montanha da alma, desde o princípio. 
Agora. Sempre. Sopra neve até ao deserto. Deus arrefece infinitamente na idade do gelo, na montanha do mistério, o meu mistério de carne carnívora.

Derretemos o ferro da espada na carne das mãos, dos lábios, dos olhos. Começamos as órbitas e o seu grito ou canto ou somente elipse, entre dois sóis ou dois seios, para beijar, absolutamente beijar e absolutamente beber para que sejamos um tudo de nada.
Mais. Ebulição.

Uma mulher dentro de Deus duvida do Possível, essa força, esse desejo de nascer, entre o útero e a espuma de nada, um tudo de nada que sangra, segundo as luas, sobre a terra.


Mais. Ebulição para beijar e beber. corpo-a-corpo.
Acontece-me ser órbitas que sangram em ebulição para o Possível, ser mãe. 

Friday, July 1, 2016

Em fim

Amar finitamente o Infinito
ou
Amar infinitamente o Finito

é um rio Contrário e Idêntico

Thursday, June 16, 2016

Profeta: Paixão do novo



O profeta fala línguas de outros mundos desejáveis, na vertente do Futuro-mais-desejável. O profeta acredita no Possível e delira inteiramente porque crê inteiramente. O profeta ataca a cidade com uma espada primaveril, ataca cada verbo vivo no singular.
Com os golpes da espada primaveril, novas folhas verdes explodem no espaço. Tudo começa agora no aço brilhante da lâmina.
Aproximo-me do profeta para compreender a crise da Aliança. No mesmo instante, sinto a evidência de uma ferida, um fluxo de sangue, uma abertura nova no corpo novo. Estou ferida, a partir da evidência que vem aqui ao corpo averbar noutras línguas o Desejo Futuro de crer e desejar e atacar os verbos carentes de outras línguas no singular, no absoluto singular, no vazio inquieto do absoluto singular, eu.
Significar eu é apontar para um vazio denso, vazio capaz da intensidade total dos verbos, vazio originante de delirar e crer inteiramente na loucura de ser corpo. Eu é um tacto essencial, uma sensibilidade corporal, uma exposição de corpos-entre-corpos como verbos-entre-verbos, com a densidade do vazio absoluto a produzir plasma e a queimar o Alfabeto e o texto todo dos alfabetos.
Eu não é texto. Somente energia no singular que acontece e insiste e averba Mundos.

Monday, June 13, 2016

Promise: we laugh we touch


In dreams we promise the orange ocean  the love song 
over the skin where we laugh and touch 
seven times in dreams  we promise the story the cycle 
the voyage of one skin

In dreams we rebuild the voices promising the infinite one
our thirsty feet climbing towards the sun
seven times  the kisses coming out of the orange ocean still burning the full mouth

you do not die  you do not suffer  listen to the song and breath 
the tide of horses  overflowing the red grapes of the poem
where you kiss the beginning over again
you are beloved  you are the new-born wave 
the poem invites the motion of burning matter

we promise we can more than dreaming over-Possible orbits creating first space for lives
seven times the growing promise 
the promise prevailing over iron and rock and abyss

we promise the dreaming folly of our mouths full of the orange ocean song
in dreams we are the rage of the miracle and everything 
close to the first skin we breath and understand

your palms unfolding the cycle of open flights over me 
over us again the beginning the trembling within fruits 
and we laugh and we touch the mouch of love the warm doors of a round moon 

the skin promises raining over intense pages 
and over intense vowels knot by knot under the tongue
infinite language  never enough happening through my virgin palms  my future babies  my womb in want of heart

we promise light inside the infinite calendar
voyage through need forcing the event entering the bath 
promising the first mouth touch as if bleeding unknown excess 
the over-Possible waters 
against never enough

Monday, April 18, 2016

Imaginar a Página




Manhã. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio quente sobre o peito imagina a página, a mulher, a manhã.
O dia explode lentamente na pele e a sua explosão alastra pelas fibras do corpo.
Acontece o Mundo e Tudo, sem absoluto. A mulher trabalha a página.

Tarde. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio navegante desenrolando sobre o peito uma linha de espuma.
O dia sobe e agita o Mundo e Tudo com a sua alegria líquida de correr. 
A fonte acontece sempre, sem absoluto. A mulher trabalha a página.
   
Noite. Imagino a mulher e a sua página.
Um vazio, dentro das mãos, junto ao fogo interrogativo, sobre o peito, imagina.
Noite, escritora, acontece sempre, Além-Mundo, Além-Tudo, sem absoluto. 
Somente círculos inquietos fazem arcos com tanta sombra quanta luz. 
Os lábios acontecem sempre, acontecem e tocam a pele inteira, Onde.
E a pele acontece, tanta sombra quanta luz, sobre os lábios da página Onde.
A mulher trabalha as fibras noturnas com silêncio novo. Atinge o Cântico a página.
Uma flecha de vazio quente lança a mulher sobre o coração de fogo do Cântico. 

A Noite, escritora, imagina a mulher e a sua flecha sobre o peito da página, 
através das fibras do peito até à plenitude dos tempos. A noite imagina. Acontece. 
O útero ardente de Deus, na paixão dos Possíveis, antes de Criar o Princípio. Alpha.
A paixão atinge a flecha. Imagina Noite. Estridências, silêncios, lábios tocantes.
A mulher trabalha a página com elipses, parábolas, danças. 

A Noite escreve na paixão dos Possíveis. Pede Desejos, pede Astros. 
Porque os olhos fervem, com quanta luz tanta sombra, Dia-a-Dia. 
Uma ausência, sem absoluto, atinge o vector da flecha, a mulher da espuma.
Acontece exatamente Onde. Imagina.

Noite imagina nexos, plexos, textos, sobre o peito, o acontecimento da página.
Imagina amar. E ama na página a esperança do Princípio, ou a linha da esperança, 
por Onde atingir a espuma da fonte. 

Porque somos a Origem quebrada que trabalha sempre Onde
na página do peito. Porque somos o livro impossível Onde. Uma flecha 
sem absoluto lança o coração para o vazio da página. Imagina álcool
nos Desejos
nos Astros, pedindo, orando, Além-Deus, como se Haver pudesse 
mais do que Haver.
Porque escrever o sentido da fonte sobre o disperso areal, sem absoluto. 
Porque Onde
reunir a mulher na espuma dos lábios tocantes, quase atingir 
a flecha, sem vector íntimo,
senão uma ausência exatamente Aqui, neste ponto, 
sem linha absoluta. 
Somente como se. 
Imagina. Acontece. Fibras de mulher na fonte da página 
trabalha o Mundo e Tudo.

Uma mulher senta-se no chão. O corpo desenha e escreve. A boca tacteia nas nuvens.



Regressar à espuma oceânica