os manuscritos aquecem a argila da casa, os arcos de argila da casa, as mãos fazem o espaço-tempo do corpo-manuscrito, mãos lentas oscilando entre o fogo-do-chão e o vento-da-janela
por vezes os manuscritos são ruínas: os primeiros manuscritos elaboram as primeiras ruínas, enquanto a argila aquece nas mãos, ambas as mãos perdidas, reencontradas nas elipses que unem o círculo do peito e o círculo do ventre
por vezes os manuscritos são alimentos: os primeiros manuscritos cozinham os primeiros alimentos, enquanto as mãos exaustas pressentem o impulso de uma carícia capaz de tudo: rasgar os primeiros manuscritos ou proteger os sinais vitais desses primeiros manuscritos

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