noutra vida noutro ciclo noutras fibras. quem sabe ninguém sabe.
as asas serão a atmosfera inteira. ninguém sabe. quanto medo pesa. sobre tanto.
a ficção suprema dos gritos de gaivota ou de rosa. a urgência das pétalas vermelhas esta noite. batendo. tanto. batendo.
os segundos quentes de um sangue imaginário serão todo o tempo. falaremos dos pássaros onde o mundo recomeça no vento. sopra-me. com uma língua de mar. tua. teu sal. toca
atravesso a transparência de uma língua. palmo a palmo. a floresta interior. queria a Palavra que faz beijo. sobre a nudez. um fio de saliva que corta as veias. a tua saliva as minhas veias. e outros contrários que desfazem o peito contra a força do meu vazio. o delírio da mão esquerda rasgando a ideia de perder-Te. os textos de chuva que apagam os meus olhos de madrugada.
não sei onde vais respirar. bebo à saúde de não-compreender.
aprendo. o amor é um tambor de pele. bate. nesta vida neste ciclo nestas fibras.
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...
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