cada sol tem um corpo para queimar.
há um sol que tem o meu. também para queimar até que.
depois, vem a separação nocturna.
vem o lago ou a boca do mar onde a noite bebe o que não ardeu completamente. ainda. bebe a areia que vem do nocturno fragmento do corpo que voltou do nocturno incêndio.
ainda mais do que nunca.
até que as fibras dos tecidos do corpo esgotem as forças do fogo por dentro da separação nocturna. entre haver e não-haver. princípio-e-fim. tudo-de-nada.
também o silêncio inflamável. fará sol e gelo. uma linguagem de atmosfera.
transformam-se as horas em braços que querem mais do que.
"…Attribuez à mon souffle trop court ce qui dans mon propos restera obscur ou froid. Mais retenez la comparaison – elle définit le Livre en tant que Livre c’est-à-dire en tant qu’inspiration…" (E. Lévinas)
Friday, June 17, 2011
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Maybe birds dream within my Desiring Freedom and cross everything the closures of gardens, hearts, and manuscripts
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Eros, o Noturno. Eros, o Assaltante. Passas as horas sonhando sem nexo: Rende-te ou eu acabo-te! Canta-me ou eu grito! Beija-me ou eu devoro...
1 comment:
Deveriam ser cortados todos os dedos que acreditam sarar uma pele queimada com o toque...
Dizem que deve ser aplicado gelo, para doer menos; ou água, mas não salgada, que essa agrava a pena.
Não chorar, não tocar.
Que gesto para dizer que ainda?
Talvez uma leve brisa, um sopro interior muito suave acalme.
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