"Only infinite Fleshful Gods could --
Dissolve my Secrets --
Detect my Sorrows --
and plunge into Sighing --
Nightly -- mine Bliss --
Mine Daring -- Lips --
my lifetime lovers"
(thus Emily D. desired, imagined, and contemplated but wrote otherwise)
"A minha Teologia é uma Erotika Transfinita
noites brancas em dias obscuros na Era-da-pele
a Era das aflições boca-a-boca no Desejo-do-Princípio
a Verdade explode à superfície do labirinto meu abdómen vibrando
entre o meu Silêncio e a tua Língua a Expectação da Metamorfose
jubilosamente e dolorosamente como se todo o instante da Metamorfose
fosse sempre o contínuo Nascimento dos Sentidos mais-do-que-sensíveis:
Infinito envolvendo-des-envolvendo Finito, trans-finitando trans-cendendo trans-duzindo os limiares do sensível. Sinto a metamorfose nestas minhas fibras tão capazes de inflamação instantânea, passagem para Meia-noite dentro de Meio-dia. Acontece-me arder ao ínfimo toque e persistir no fogo
...abrindo e fechando as feridas da história e da geografia com as metáforas da carne viva...
Acontece-me arder, persisitir ardente e perder o fio da história no vapor-espuma-plasma que sobe da pele para dentro de outra Novidade mais nua do que eu: uma adolescência amante de todos os perigos, sobretudo o perigo-de-atingir-o-Sol corpo-a-corpo"
(assim Eva F. falava, enchendo a atmosfera de Paz, não obstante o Poema ser sempre um Sacrifício-de-si-Própria... Assim, Eva F. fervia, relendo versos de Emily, procurando as fontes e os incêndios dentro das fontes, germinando boca-a-boca, nas metáforas mais femininas: "I know where Wells grow -- Droughtless Wells --" ...)
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